Domingo, 10 de maio de 2026
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As autoridades bolivianas informaram na última quinta-feira (02/02) que o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou uma taxa de crescimento de 4,28% no terceiro trimestre de 2022, o que posiciona a nação em estabilidade econômica.

O ministro boliviano do Planejamento, Sergio Cusicanqui, ao apresentar o relatório econômico, avaliou que esse dado “ratifica o retorno da Bolívia ao caminho da reconstrução da economia e do crescimento econômico”.

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“Seguiremos trabalhando para que no governo de 2023 continuemos crescendo e redistribuindo renda entre a população”, completou o ministro.

O responsável pela pasta, ao corroborar dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) boliviano, também apontou que o setor dos transportes e armazenagem contribuiu com um crescimento de 11,49%.

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O setor da eletricidade, gás e água registou um aumento de 6%; o setor agrícola 4,74%; e construção 4,41%. Por outro lado, destacou-se o crescimento do transporte aéreo com 36,9%; hotéis e restaurantes com 15,8%. Cusicanqui apontou que no setor agrícola se destacam a soja e a cana-de-açúcar com um crescimento superior a 5%

Modelo Econômico Social Comunitário Produtivo Boliviano permite que país ‘cresça e distribua renda’, segundo ministro da pasta

Twitter/Ministerio de Planificación del Desarrollo

Ministro boliviano do Planejamento, Sergio Cusicanqui, ao apresentar relatório econômico

Nesse sentido, também foi informado, em relação ao crescimento do PIB por tipo de despesa, que as exportações de bens e serviços tiveram um crescimento de 22,46%, enquanto as importações 10,76%.

Outro dado favorável em 2022 que levou à estabilização da economia foi o relatório do governo em 4 de janeiro sobre o superávit comercial de 761 milhões de dólares alcançado.

Luis Arce, presidente da Bolívia, destacou na ocasião que, “apesar de uma crise internacional sem precedentes, de janeiro a novembro de 2022, nossas exportações atingiram um recorde de 12,617 milhões de dólares, deixando um superávit comercial de 761 milhões de dólares”. 

O plano econômico boliviano foi repensado por Arce em 2019, então ministro da economia do ex-presidente Evo Morales, como uma alternativa após mais de 20 anos sob políticas neoliberais. 

Segundo declaração em uma palestra sobre o modelo econômico boliviano no Brasil, em setembro passado, o novo projeto planeja “resolver o problema da comunidade, não de um grupo ou de alguns na sociedade”, mas da comunidade boliviana como um todo. 

O Modelo Econômico Social Comunitário Produtivo Boliviano tem quatro bases fundamentais, segundo explicou o mandatário, sendo elas crescimento e desenvolvimento com base nos recursos naturais para o benefício dos bolivianos, apropriação dos excedentes econômicos, modelo redistribuidor de renda e redução da desigualdade social e da pobreza. 

(*) Com TeleSUR.