Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou nesta segunda-feira (02/01) uma série de reuniões bilaterais em Brasília, com todos os chefes de Estado que compareceram à cerimônia de posse, no dia anterior.

Um dos encontros mais importantes foi com o presidente da Bolívia, Luis Arce, que fez um pedido especial ao colega brasileiro, a respeito de um processo judicial que envolve a oposição boliviana e o agora ex-mandatário brasileiro Jair Bolsonaro.

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Em entrevista exclusiva à Folha de São Paulo, Arce revelou um pedido que fez a Lula, para que o novo governo brasileiro ajude a investigar as possíveis ligações entre Bolsonaro e os líderes golpistas bolivianos, especialmente Camacho.

“Ao companheiro Lula, queremos mostrar todas as hipóteses que levantamos e que fomos documentando durante todo esse tempo. Esperamos que o Brasil, com Lula, possa colaborar mais do que o governo anterior. Falta informação do lado de cá [do Brasil] para confirmar nossas suspeitas. Principalmente a de que o golpe de Estado envolveu muito mais atores e foi um plano arquitetado de modo ilegal”, explicou Arce, em entrevista à jornalista Sylvia Colombo.

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A Justiça da Bolívia investiga desde 2021 os políticos e personalidades envolvidos no golpe de Estado realizado em 2019 contra o então presidente legítimo Evo Morales. Recentemente, foi decretada a prisão preventiva de Luis Fernando Camacho, governador do departamento de Santa Cruz e um dos líderes do partido de extrema direita Comitê Cívico.

Em entrevista exclusiva à Folha de São Paulo, presidente boliviano ressalta proximidade entre ex-mandatário brasileiro e o opositor Luis Fernando Camacho, preso recentemente

Ricardo Stuckert

Os presidentes da Bolívia, Luis Arce, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durente encontro em Brasília

Arce também apontou que um dos indícios da participação brasileira no golpe de 2019 na Bolívia é “o novo contrato de gás que fizemos, totalmente favorável ao governo brasileiro, e também as declarações [de Bolsonaro] de apoio a [Jeanine] Áñez, além da história dos aviões que sugerem um encontro dos dois no Brasil durante a armação da operação”.

A política citada por Arce, Jeanine Áñez, foi quem assumiu o poder na Bolívia, designada pelas Forças Armadas do país logo após o golpe de Estado de novembro de 2019. Ela permaneceu no poder durante um ano, entregando o cargo a Arce em novembro de 2020.

Em março de 2021, a Justiça da Bolívia decretou a prisão preventiva de Áñez, também em função das investigações sobre os políticos envolvidos no golpe. Ela se encontra presa desde aquele então. O ex-presidente brasileiro Bolsonaro usou o caso dela várias vezes, em declarações dadas durante o ano de 2022, para dizer que temia que poderia ter o mesmo destino caso não conseguisse sua reeleição.

Uma matéria da Revista Fórum, em novembro de 2019, revelou que Camacho, o opositor preso recentemente, esteve em Brasília meses antes do golpe de Estado contra Morales, e foi recebido no Itamaraty pelo então chanceler Ernesto Araújo – em reunião que contou também com a presença da conhecida deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP).

Em julho de 2021, a Justiça boliviana passou a investigar mais profundamente a possível participação brasileira no golpe, especialmente a partir da ligação entre Camacho e o governo de Bolsonaro.