Domingo, 10 de maio de 2026
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (21/08) o início de um processo nacional de alistamento militar em resposta à escalada de tensões com os Estados Unidos.

A convocatória ocorre após a decisão de Washington de dobrar de 25 a 50 milhões de dólares a recompensa pela captura de Maduro, acusado sem provas de liderar um cartel de drogas. Além disso, os EUA ordenaram o envio de um esquadrão anfíbio ao sul do Caribe, com navios de guerra que podem chegar nos próximos dias às costas venezuelanas.

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“Convoquei, nas sedes de quartéis militares, unidades militares, praças públicas centrais, praças Bolívar e nas sedes das 15.751 Bases Populares de Defesa Integral, um processo de alistamento nacional de toda a força miliciana da Milícia Nacional Bolivariana. Nos dias de sábado e domingo”, declarou Maduro.

A convocatória neste fim de semana inclui tanto integrantes da Milícia Nacional Bolivariana quanto reservistas e cidadãos dispostos a se unir ao chamado de defesa nacional. O líder venezuelano afirmou que a medida integra o Plano Nacional de Soberania Simón Bolívar e busca fortalecer a unidade civil e militar. “A Venezuela voltará a triunfar sobre todas as ameaças extravagantes, estrambelhadas e criminosas do imperialismo norte-americano”, completou.

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Maduro reafirmou que ativará um “plano especial” para mobilizar 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional. “Milícias preparadas, ativadas e armadas. Nenhum império vai tocar o solo sagrado da Venezuela, nem deveria tocar o solo sagrado da América do Sul”, advertiu.

Maduro convoca alistamento militar em massa diante das ameaças dos EUA
@nicolasmaduro

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As tensões se ampliaram após declarações do diretor da DEA, Terry Cole, que classificou a Venezuela como um “Estado narcoterrorista”. A vice-presidente Delcy Rodríguez rebateu, acusando a agência norte-americana de ser o verdadeiro cartel de drogas.

“O planeta inteiro sabe que o verdadeiro cartel está no Norte. A Venezuela saberá defender com firmeza a integridade territorial, a soberania e a dignidade histórica de seu povo”, afirmou em nota oficial, destacando que os próprios relatórios da DEA não mencionam a Venezuela como ator relevante no tráfico de drogas para os EUA.

Maduro recebeu, nesta quinta-feira (21/08) um amplo apoio dos países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), que condenaram o envio de navios militares ao Caribe. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou a “ofensiva hegemonista” de Washington, enquanto o boliviano Luis Arce classificou a operação como uma “inadmissível provocação”.

Fora do bloco, a mexicana Claudia Sheinbaum reafirmou: “não ao intervencionismo. Isso não é apenas uma convicção, mas está na Constituição”. Já o colombiano Gustavo Petro alertou que uma intervenção poderia arrastar a Colômbia para um conflito semelhante ao da Síria.

“Os gringos estão muito enganados se pensam que invadindo a Venezuela vão resolver o seu problema. Colocam a Venezuela em uma situação como a da Síria, só que com o agravante de arrastar a Colômbia junto”, disse.