Domingo, 10 de maio de 2026
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou a presença militar dos Estados Unidos no Mar do Caribe, na costa do país latino-americano, chamando-a de “ameaça à paz regional” e de “uma violação do direito internacional”. De acordo com o líder bolivariano, “a América Latina e o Caribe são um território em disputa entre as forças dos povos, as forças de avanço e luta e os projetos obscurantistas do império norte-americano“.

A fala se deu durante a sua participação virtual na 13ª Cúpula Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), ocorrida na quarta-feira (20/08) e divulgada nesta quinta-feira (21/08). Na reunião, o presidente Maduro, que atuou como mediador das discussões, criticou a “perseguição nefasta” dos EUA, acusando o governo de Donald Trump de “usar operações antidrogas como pretexto para a intervenção e de vincular falsamente a Venezuela ao terrorismo”.

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O evento contou com a presença de líderes regionais e emitiu uma declaração conjunta rejeitando a presença militar norte-americana, assim como a imposição de políticas contrárias à ordem constitucional dos Estados latino-americanos e caribenhos, e pedindo respeito à soberania venezuelana.

A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Acordo Comercial dos Povos (ALBA-TCP) rejeitou o envio de tropas dos Estados Unidos para a América Latina e o Caribe
Telegram/Nicolás Maduro

Em meio à ameaça militar e interferência norte-americana, o presidente da Assembleia Legislativa de Caracas, Jorge Rodríguez, em um discurso transmitido pela televisão na quarta-feira, declarou que qualquer pessoa que cruzasse a fronteira sem autorização prévia e invadisse o país seria presa. No mesmo dia, o deputado de Serviços Armados dos EUA, Carlos Gimenez, informou pela plataforma X que Washington enviou “um número inigualável” de militares em navios de guera para o litoral da Venezuela. 

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O jornal norte-americano The Wall Street Journal também relatou que o Pentágono ordenou o envio de três navios de guerra com mísseis guiados e permissão para interceptar carregamentos de drogas.

Os EUA têm acusado Maduro, sem provas, de ser chefe do Cartel de Sóis, uma organização que foi classificada como “grupo terrorista internacional” pelo Departamento de Estado norte-americano, em julho. Sob esse pretexto, Washington enviou inicialmente três navios militares com 4 mil soldados para a costa da Venezuela. Além da ameaça bélica, o governo Trump aumentou, em 8 de agosto, a recompensa pela prisão do líder de Caracas para US$ 50 milhões.

(*) Com Ansa e Telesur