Domingo, 10 de maio de 2026
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O Presidente de França, Emmanuel Macron, denunciou esta sexta-feira (15/09) que o embaixador francês no Níger, Sylvain Itté, foi tomado como refém por ordem da junta militar que governa o país desde o levante que derrubou o governo de Mohamed Bazoum, em 26 de julho passado.

Além de Itté, outros funcionários diplomáticos franceses teriam sido capturados, segundo a declaração do mandatário do país europeu. Todas as vítimas da ação militar estariam sendo mantidas dentro da embaixada francesa em Niamey, capital do Níger.

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Macron também afirmou que os militares nigerinos impedem a entrada de comida enviada pelo governo da França e que estariam alimentando os reféns com “rações militares”.

As relações entre Níger e França tem sido bastante turbulentas desde o levante militar de julho passado. A suposta “submissão” de Bazoum aos interesses franceses foi um dos motivos usados pelo líder da junta militar nigerina, Abdourahamane Tchiani, para promover a derrubada do antigo governo.

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Segundo o presidente do país europeu, embaixador Sylvain Itté e seus assessores são mantidos como reféns dentro da embaixada em Niamey

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Ademais, o uso desse discurso contra o “neocolonialismo francês” é um dos principais fatores pelos quais a junta militar tem acumulado apoio da população nigerina após o levante.

Antes de efetuar o sequestro, Tchiani decretou a expulsão de militares e funcionários diplomáticos da França do território do Níger. No entanto, Paris decidiu desafiar essa decisão, alegando que só acataria medidas que fossem tomadas por Mohamed Bazoum, quem o governo francês considera que ainda é o presidente do país africano.

Os militares nigerinos também questionam o fato de a França estar articulando, junto com países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), uma possível intervenção militar no país para recolocar Bazoum no poder.

Com informações de France24 e Público.