Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O Senado colombiano aprovou na última segunda-feira (24/10) a “Lei da Paz Total”, que define a política do governo de Gustavo Petro para lançar as bases de negociação e submissão judicial com os grupos armados do país.

A norma teve 62 votos a favor e está perto de ser aprovada definitivamente para que a paz total se estabeleça como política de Estado entre o governo da Colômbia e a guerrilha, e a fim de que futuros governos não possam alterar acordos anteriormente firmados.

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O referido regulamento modifica a chamada Lei de Ordem Pública em vigor desde 1997, mais conhecida como Lei 418, e concede a Petro uma prorrogação de quatro anos e poderes para convocar diálogos, negociações e firmar acordos com grupos organizados.

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Após votação e aprovação no Senado, representantes de partidos políticos, grupos sociais e defensores de direitos humanos comemoraram a aprovação do projeto. 

Norma teve 62 votos a favor e está perto de ser aprovada definitivamente para que ‘paz total’ se estabeleça como política de Estado do país

Twitter/Senado de La Republica

Referido regulamento modifica chamada Lei de Ordem Pública em vigor desde 1997

“O projeto de paz total foi aprovado no Senado sem qualquer tipo de limitação”, relatou o senador Iván Cepeda, que considerou a aprovação do regulamento “um passo fundamental para acabar com todas as formas de violência no país”.

Já o senador da Alianza Verde, Fabian Díaz, expressou que “a paz merece todas as oportunidades para salvar vidas e trazer tranquilidade aos povos que são vítimas da violência de grupos armados irregulares”.

A bancada do partido comunal saudou todos os esforços para a paz total e salientou que a iniciativa é reforçada com a implementação integral do Acordo de Paz e que, juntamente com o projeto de levar à justiça as organizações criminosas, dará uma contribuição substancial para a materialização da paz completa.

Segundo o grupo político, a agenda de paz promovida pelo presidente colombiano é transversal a todos os objetivos de seu programa de governo, considerando que as mudanças estruturais exigem o fim de todos os conflitos armados no país. Nesse sentido, os apelaram a todos os grupos armados para dialogarem ou submeterem-se à justiça para atingir esse objetivo.

No início deste mês, as Primeiras Comissões do Senado e da Câmara dos Deputados colombianos aprovaram o primeiro debate sobre o projeto de lei enviado pelo governo e que permitiria negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN).

(*) Com Telesur