Sexta-feira, 22 de maio de 2026
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Em 25 de fevereiro de 1986, sob manifestações populares contra seu governo, o presidente das Filipinas, Ferdinando Marcos, foge do palácio presidencial em Manila em um helicóptero militar dos Estados Unidos para o aeroporto e, de lá, para o Havaí.

O advogado Ferdinando Marcos (1917–89) era assessor do presidente Manuel Roxas e foi eleito para o Congresso em 1949, primeiro como deputado e depois como senador. Liberal no início, rompe com o partido em 1965 e vence as eleições presidenciais no mesmo ano como candidato do Partido Nacionalista (de direita), derrotando Diosdado Macapagal.

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Como presidente, Marcos manteve laços estreitos com os EUA. Em agosto de 1969, lança ofensivas militares contra rebeldes comunistas e outros muçulmanos, na ilha de Mindanao. Em 1969, é reeleito.


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Em 1972, Marcos impõe uma lei marcial em resposta a atos públicos das forças de esquerda e uma série de atentados a bomba em Manila. No ano seguinte, outorga uma nova Constituição e assume poderes ditatoriais.

Com apoio de Washington, seu regime é marcado pela dilapidação da ajuda financeira externa, pela repressão e por assassinatos políticos. Mas o isolamento crescente, alimentado pela corrupção e a vida extravagante de sua mulher, Imelda (famosa por colecionar centenas de sapatos luxuosos), culminou com protestos em massa.

Após o assassinato do jornalista Benigno Aquino, em 1983, recém-retornado ao país após anos de exílio nos EUA, a oposição uniu-se em torno da viúva do jornalista, Corazón Aquino, que concorreu contra Marcos nas eleições de 1986.

Na ocasião, Marcos teria fraudado a votação, declarando-se vitorioso contra Corazón Aquino. Mas a candidata rival também se declarou vitoriosa e recebeu apoio popular, materializado em protestos nas ruas de Manila.

Exílio

Abandonado pelos antigos defensores, Marcos e sua mulher Imelda fugiram para o exílio nos EUA, onde sofreram investigação por malversação de fundos e desfalque. Evidências de corrupção do casal viriam à tona nos anos 1990. Corazón Aquino assumiu a presidência, tornando-se a primeira mulher a governar o país.

Ferdinando Marcos morreu em 1989, no Havaí. Após a morte do marido, Imelda foi considerada inocente dos desfalques por um tribunal dos EUA em 1990, mas condenada por corrupção em processo nas Filipinas em 1993. A decisão acabou revertida por uma instância superior em 1998.

Em 2003, no entanto, o governo filipino foi notificado de que havia 650 milhões de dólares em contas bancárias congeladas na Suíça que haviam pertencido a Ferdinando Marcos.

Como presidente, Marcos manteve laços estreitos com os EUA, lançando ofensivas militares contra comunistas e muçulmanos

Wikicommons

Como presidente, Marcos manteve laços estreitos com os EUA, lançando ofensivas militares contra comunistas e muçulmanos