Quarta-feira, 27 de maio de 2026
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A direção da Sinagoga Portuguesa de Amsterdã, na Holanda, declarou um pesquisador da universidade norte-americana Johns Hopkins como persona non grata ao negar um pedido feito pelo acadêmico para acessar os arquivos da instituição sobre o filósofo holandês Baruch Espinosa.

A justificativa dada pelo rabino Joseph Serfaty foi a de que o trabalho de Spinoza, que foi excomungado em 1656, está “banido” e que o banimento “permanece vigente pela força de todos os tempos e não pode ser suspendido”.

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“Eu, portanto, nego seu pedido e te declaro persona non grata no complexo da Sinagoga Portuguesa”, afirmou Serfaty.

Yitzhak Melamed, professor de Filosofia da Johns Hopkins University, estava colaborando com uma série de televisão produzida por uma emissora israelense sobre a vida e a obra de Espinosa. O pedido feito à sinagoga de Amsterdã era para que a instituição permitisse que o pesquisador fosse gravado nas dependências do local consultando os arquivos.

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Em carta assinada pelo rabino Serfaty, a sinagoga afirmou que o pedido era “incompatível com nossas seculares tradições e um ataque inaceitável contra nossa identidade de herança”.

Instituição se justificou dizendo que Espinosa foi 'excomungado' no século 17 e que sua obra está 'banida'; pesquisador colaborava com série de TV sobre o filósofo

Wikicommons

Espinosa foi banido pela Sinagoga Portuguesa de Amsterdã no século 17

Descentes de portugueses e holandeses, Espinosa foi banido pela Sinagoga Portuguesa de Amsterdã no século 17, tendo recebido o chérem, equivalente judaico para a excomunhão. 

A punição visava atacar as ideias do filósofo iluminista que afirmava que o divino é um mecanismo interno da natureza e que as escrituras religiosas eram obras alegóricas.