Quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Com uma presença de cerca de 200 fiéis por conta da pandemia de Covid-19, o papa Francisco realizou a missa do Domingo de Ramos e pediu que os católicos não se acomodem em sua fé.

“Com a graça do estupor, entendemos que acolhendo quem é descartado, amamos Jesus. Porque ele está naqueles que nossa cultura farisaica condena. Recomecemos do estupor. Olhemos para o crucifixo e digamos 'Senhor, o quanto me amas! Como sou precioso para você'. Deixemos nos encher de assombro de Jesus para voltar a viver porque a grandeza da vida não está no ter e no se afirmar, mas na descoberta de sermos amados”, afirmou aos presentes.

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Citando a morte de Jesus Cristo, o Pontífice afirmou que que “no crucifixo vemos um Deus humilhado, um Onipotente reduzido a um descarte”.

“E com a graça do estupor entendemos que acolhendo quem é descartado, se aproximando de quem é humilhado na vida, amamos Jesus porque ele está entre os últimos, nos rejeitados, naqueles que nossa cultura rejeita”, adicionou.

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Já na mensagem do Angelus, recitado no fim da missa, o Pontífice lembrou dos sofrimentos causados pela crise sanitária em todo o mundo.

“Estamos entrando na Semana Santa. Pela segunda vez, nós a vivemos no contexto da pandemia. No ano passado, estávamos mais chocados, neste ano estamos sendo mais provados. E a crise econômica se tornou pesada”, disse que ressaltando em momentos como esse, é hora de “tomar a sua cruz”.

“E, ao longo da via crucis cotidiana, encontramos o rosto de tantos irmãos e irmãs em dificuldade. Não passemos além, deixemos nosso coração se mover com compaixão e nos aproximemos”, acrescentou.

Durante a missa, o pontífice lembrou dos sofrimentos causados pela crise sanitária em todo o mundo

AFP/Telam

‘No crucifixo vemos um Deus humilhado, um Onipotente reduzido a um descarte’, proferiu o papa