Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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Atualizada às 19h23

Luis Inácio Lula da Silva, Evo Morales, Cristina Kirchner e outros nomes da política mundial lamentaram nesta quarta-feira (25/11) a morte de Diego Maradona aos 60 anos. 

O ex-jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória na cidade de Tigre, na província de Buenos Aires, e se recuperava de cirurgia no cérebro. 

O governo argentino decretou luto oficial por três dias.

'Gigante do futebol'

O ex-presidente Lula afirmou que Maradona foi um “gigante” dentro e fora dos campos e que sua “genialidade” e “compromisso com a soberania latino-americana” marcaram época. “Diego Armando Maradona foi um gigante do futebol, da Argentina e de todo o mundo, um talento e uma personalidade única. A sua genialidade e paixão no campo, a sua intensidade na vida e seu compromisso com a soberania latino-americano marcaram nossa época”, disse.

O petista ainda declarou que o ex-jogador foi um “dos maiores adversários” que a seleção de futebol brasileira enfrentou, mas que, fora da arena esportiva, foi um “foi um grande amigo do Brasil”. “Só posso agradecer toda sua solidariedade com as causas populares e com o povo brasileiro. Maradona jamais será esquecido”, afirmou.

O ex-mandatário brasileiro ainda publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que o argentino foi, além de um grande jogador, “um político que defendia os pobres do mundo”.

Cristina Kirchner

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, também expressou solidariedade a morte do ídolo. Cristina disse ser uma momento de “muita tristeza” e declarou que Maradona foi “um grande”. 

“Muita tristeza, muita. Se foi um dos grandes. Até sempre, Diego, nós te amamos muito. Um grande abraço aos seus familiares e entes queridos”, disse.

Evo Morales

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales declarou que, com “dor na alma”, ficou sabendo da morte de Maradona, a quem chamou de irmão. “Uma pessoas que sentia e lutava pelos humildes, o melhor jogador de futebol do mundo”, disse.

Morales ainda afirmou que o ex-jogador argentino “adorava” a Bolívia e foi um “grande amigo das causas justas”. 

“Diego era um grande defensor do futebol de altitude e adorava a Bolívia. Grande amigo de causas justas. Não só o futebol mundial chora por ele, também as pessoas do mundo todo”, afirmou. 

Ex-jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória na cidade de Tigre, na província de Buenos Aires, e se recuperava de cirurgia no cérebro

Wikimedia Commons

Ex-jogador morreu aos 60 anos após sofrer uma parada cardiorrespiratória na cidade de Tigre, na província de Buenos Aires

Nicolás Maduro

A “lenda do futebol nos deixou”, disse o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao lamentar a morte de Maradona. O mandatário, que diversas vezes se encontrou com o argentino, afirmou que ele foi um “irmão e amigo incondicional” do país. “Você estará sempre no meu coração e no meu pensamento”, disse.

“Muita tristeza, a lenda do futebol nos deixou, irmão e amigo incondicional da Venezuela. Querido e irreverente ‘Pelusa’, você estará sempre no meu coração e no meu pensamento. Não tenho palavras no momento para expressar o que sinto. Adeus Pibe de América!”, afirmou, em referência a um dos apelidos de Maradona.

Dilma Rousseff

A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff declarou como “grande perda” a morte do ex-jogador afirmando que a “genialidade” de Maradona “encantou o mundo”. 

“A morte de Maradona é uma grande perda para todos os amantes do futebol, que tiveram por ele a mesma paixão com que ele próprio conduziu a sua vida. Sua genialidade encantou o mundo”, disse.

Dilma ainda expressou que o ídolo argentino deve ser admirado “pela defesa dos direitos dos povos da América Latina e do Caribe à soberania, à democracia e à justiça social”.

Bruno Rodríguez

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, relembrou a amizade entre Maradona e Fidel Castro, afirmando que essa relação “fez parte do povo” cubano. 

“A morte de Maradona nos atinge justo no dia 25 de novembro. Sua amizade com Cuba, e em especial com Fidel, fez parte deste povo. O mundo chora o ser humano, o jogador de futebol, o amigo. Transmitimos nossas mais profundas condolências a sua família e ao povo argentino”, disse.

Jean-Luc Mélenchon

Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de esquerda França Insubmissa, afirmou que Maradona também era “um companheiro combatente”. “Maradona também era um companheiro combatente. Apesar do destino, Maradona permaneceu do lado do povo”, disse.

Papa Francisco

À agência italiana Ansa, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que o papa Francisco estava informado sobre a morte de Maradona e lembrou das orações do pontífice pelo estado de saúde do ex-jogador que havia passado por uma cirurgia na última semana.

“O Papa foi informado e lembra com afeto das ocasiões de encontro nestes anos, e lembra também nas orações, como fez nos últimos dias quando soube sobre o estado de saúde”, disse.