Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O governo de Porto Rico reconheceu nesta semana que o número de mortos durante a passagem do furacão Maria foi de 2.975, total 46 vezes maior do que as 64 vítimas fatais registradas oficialmente até então. A atualização foi motivada por um estudo feito pela Universidade George Washington

O estudo, agora adotado oficialmente pelo governo, leva em conta mortes relacionadas direta e indiretamente ao fenômeno. A passagem do furacão aconteceu em setembro de 2017 e devastou o país caribenho.  

Em pronunciamento, Rosselló assumiu a responsabilidade pela divergência nos números. “Não sou perfeito. Cometo erros. Naquele momento era o número que se tinha, e hoje temos indícios que apontam que o número naquele momento com toda certeza era maior. Isto denota a magnitude da catástrofe”, disse, na última terça (28/08), ao jornal El Nuevo Día, um dos principais veículos do país. 

Elevação no número total de vítimas do Maria veio após relatório de universidade norte-americana; balanço oficial divulgado até o momento gerou críticas

NULL

Furacão Maria devastou o país em setembro de 2017 e teve controvérsias quanto ao n´´úmero de vítimas (Wikicommons/Reprodução)

O número atualizado leva em conta as mortes subsequentes ao fenômeno natural e não só as motivadas pela destruição dos ventos. Após o acontecimento, houve falta de abastecimento de água, alimentos e produtos básicos, além de falta de energia – o que comprometeu a saúde de idosos e enfermos em hospitais.

Catástrofe e consequências 

O furacão tropical Maria atingiu o território no Caribe com ventos de 250 km/h, sendo classificado na categoria 5, nível máximo na escala desse tipo de fenômeno. Além das mortes relacionadas à força dos ventos, centenas morreram por conta de alagamentos de até três metros de altura, além da escassez imediata e de problemas na estrutura urbana. 

Porto Rico pediu um apoio financeiro de US$ 139 bilhões ao governo dos EUA. A demora da resposta de Donald Trump rendeu críticas vindas do líder porto-riquenho, que mencionou “responsabilidades em todas as partes”, quando foi perguntado sobre o auxílio dos EUA, país do qual é um território.