Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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O navio humanitário Open Arms resgatou, nesta sexta-feira (02/08), 69 migrantes, que se somam aos 55 recuperados na véspera. Ao mesmo tempo, 40 outros aguardam ajuda no barco Alan Kurdi. As duas embarcações permanecem à espera de um porto.

Segundo a ONG espanhola Proactiva Open Arms, responsável pelo barco de mesmo nome, as 69 pessoas foram resgatadas de um bote inflável. “Elas apresentavam terríveis sinais de violência”, afirmou a organização. Entre elas há duas crianças e uma mulher grávida de nove meses com contrações.

No Open Arms, já havia dois bebês e 15 mulheres, também resgatadas de um bote. A frágil embarcação estava sendo tomada pela água e corria o risco de naufragar.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, assinou um decreto que proíbe os barcos das ONGs de entrarem nas águas territoriais italianas. A futura presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, garantiu nesta sexta-feira, em Roma, que vai propor “um novo pacto para a migração e o asilo”.

“Precisamos de uma nova solução. Queremos que nossas medidas sejam efetivas e humanas”, declarou Ursula von der Leyen à imprensa, pouco antes de se reunir com o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. Segundo ela, “não é uma tarefa fácil, mas todos entendemos que não há soluções simples” para administrar os fluxos migratórios.

Segundo a ONG espanhola Proactiva Open Arms, responsável pelo barco de mesmo nome, 69 pessoas foram resgatadas de um bote inflável

Reprodução

Embarcações foram resgatados por navio humanitário Open Arms

Retorno de barcos humanitários

Enquanto o Open Arms e o Alan Kurdi aguardam uma solução, outras embarcações se preparam para novas missões. O grupo italiano de esquerda Mediterranea anunciou que a Procuradoria de Agrigento, na Sicília, suspendeu o bloqueio de seu barco “Mare Jonio” – a proibição entrou em vigor depois de um resgate em maio. Mediterranea está se preparando para voltar ao mar o quanto antes, assim como o navio “Ocean Viking”, da SOS Mediterranean e da Médicos Sem Fronteiras, que em breve partirá de Marselha para a área onde os refugiados se encontram.

Desde o verão passado, todos os migrantes resgatados pelo navio Open Arms desembarcaram na Espanha. As autoridades espanholas proibiram o retorno do barco para as águas, sob pena, segundo a ONG, de pagarem uma multa de € 200.000 a 900.000. Em sua última navegação na costa da Líbia, no início de julho, o barco Alan Kurdi resgatou 109 migrantes, que depois desembarcaram em Malta.