Sábado, 13 de junho de 2026
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O cadáver de Jamal Khashoggi, jornalista dissidente assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, teria sido queimado em um forno na residência oficial do cônsul.

A informação é de um documentário sobre o caso produzido pela emissora catariana Al Jazeera e indica o envolvimento do alto escalão diplomático de Riad no homicídio. Segundo o canal, o corpo foi esquartejado e queimado em um forno aberto “capaz de chegar a temperaturas suficientes para fundir metais”.

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Em seguida, funcionários sauditas teriam queimado pedaços de carne para disfarçar a ocultação do cadáver de Khashoggi. O processo de queima do corpo teria durado três dias, de acordo com fontes investigativas turcas citadas pela Al Jazeera.

O repórter dissidente foi morto em outubro passado, no consulado de seu país em Istambul, aonde fora para retirar documentos de divórcio. Há relatos de que ele foi torturado e esquartejado dentro da sede diplomática, e seu corpo ainda não foi encontrado.

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Desde o ano passado, a Arábia Saudita já forneceu diversas versões sobre a morte do jornalista. Inicialmente, Riad negou o falecimento. Depois, admitiu o assassinato, mas afirmando que havia sido um acidente resultante de uma “briga corporal”.

Por fim, o país confirmou que o homicídio foi premeditado, porém descartando qualquer envolvimento do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que tenta emplacar uma imagem de reformista – agentes próximos ao príncipe estavam no consulado no momento do crime. 

Jamal Khashoggi foi assassinado em outubro de 2018 assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul

Wikimedia Commons

Protesto contra o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi