Quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Um colecionador particular de obras de arte em Valencia, na Espanha, teve um de seus itens desfigurados após restauração. Isso porque o espanhol pagou cerca de 1.200 euros (cerca de R$ 7.000) a um restaurador de móveis para recuperar uma cópia do famoso quadro “Imaculada Conceição”, pintada por Bartolomé Esteban Murillo entre os anos de 1660 a 1665.

O caso lembra o de Cecília Giménez, que restaurou de forma desastrosa o “Ecce Homo”, uma pintura afresco de Jesus Cristo no santuário espanhol de Nossa Senhora da Misericórdia em Borja, em 2012.

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Segundo o jornal espanhol El Diario, a restauração da pintura foi feita duas vezes, quando o colecionador foi pedir explicações ao responsável e ele prometeu “solucionar” o problema.

Segundo a vice-presidente da Associação Profissional de Conservadores e Restauradores da Espanha (ACRE), María Borja, distorções em obras clássicas como a Imaculada de Murillo são “muito mais frequentes do que as pessoas imaginam”.

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“Só conhecemos casos que a sociedade denuncia pelas redes sociais, mas existem muitas situações onde as obras sofrem intervenções por pessoas que não formação para isso”, disse Borja ao El Diario.

De fato, a Espanha protagonizou outra “restauração” inusitada em 2018, dessa vez na Igreja de São Miguel, localizada na cidade de Estella, região da Navarra. Uma estátua de São Jorge, datada do século 16, foi distorcida após o padre da paróquia encomendar o restauro a uma das fiéis que é professora de artesanato.

Segundo a Arquidiocese de Pamplona, o trabalho não visava “restaurar” a obra, mas apenas “limpar um espaço que estava sujo”. O resultado foi inclusive criticado à época pelo prefeito da cidade, que classificou o ocorrido como uma “desgraça”.