Segunda-feira, 25 de maio de 2026
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Milhares de pessoas saíram às ruas do centro de Budapeste, a capital da Hungria, nesta sexta-feira (30/09) para pedir ao governo do conservador Viktor Orbán uma política mais humana em relação aos refugiados.

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Cerca de duas mil pessoas se reuniram na Praça Kossuth, onde fica o edifício do parlamento húngaro, convocados por ONGs e personalidades.

Os organizadores lembraram que a maioria dos refugiados foge de ditaduras e guerras, por isso, ao negar-lhes ajuda, só se está prolongando seu sofrimento.

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Reprodução/ Twitter

Manifestantes exibiram cartazes com boas-vindas a refugiados

“Não podemos olhar para o outro lado quando estamos em um momento no qual ainda contamos com a possibilidade de levar nosso destino comum para outra direção”, afirmaram os manifestantes em sua convocação.

Esta “Manifestação por uma Hungria mais humana” acontece a dois dias da realização de um referendo sobre o sistema de realocação de refugiados entre os países da União Europeia.

Espera-se forte apoio à proibição da entrada de refugiados na consulta popular; Hungria cercou fronteiras para evitar ingresso de pessoas

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O governo do conservador Viktor Orbán convocou esta consulta popular para o próximo domingo (02/10), na qual é esperado forte apoio a sua oposição categórica a entrada de refugiados no país.

A Hungria ergueu cercas em suas fronteiras e endureceu a legislação de imigração com penas de até cinco anos de prisão pelo cruzamento ilegal das fronteiras.

Cerca de 30 artistas húngaros se uniram ao protesto com um projeto intitulado “Testemunho”, que oferece uma homenagem às vítimas da cidade de Aleppo, no norte da Síria, que morreram lá ou que se viram obrigados a fugir.

Inspirados no famoso quadro “Guernica”, do pintor Pablo Picasso, os artistas criaram uma espécie de mosaico, do mesmo tamanho da pintura do mestre espanhol, e esperam levar a obra em uma tour pelo mundo, que deverá durar até a paz chegar a Aleppo.

Além disso, os manifestantes leram uma mensagem do renomado diretor de cinema húngaro Béla Tarr contra as cercas nas fronteiras.

“Que moral nós representamos quando construímos cercas? Por que pensamos que temos o direito de fazer isso?”, questionou Tarr.