Domingo, 10 de maio de 2026
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um plano estratégico global para conter epidemias do vírus mpox, a chamada varíola dos macacos, através de esforços coordenados a nível global, regional e nacional.

Os pilares da iniciativa incluem a prevenção através de vacinas, controle da transmissão por meio da conscientização comunitária e resposta à doença baseada em diretrizes precisas.

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O plano segue a declaração de emergência de saúde internacional declarada pela OMS em 14 de agosto e “está sujeito a contribuições dos Estados-membros”, além de abranger o período de seis meses, de setembro de 2024 a fevereiro de 2025, “prevendo uma necessidade de financiamento de US$ 135 milhões para a resposta, principalmente nos países africanos mais afetados pelo surto.

O documento é centrado na na implementação de estratégias de vigilância, prevenção, prontidão e resposta de acordo com as diretrizes; na promoção da investigação e do acesso equitativo a contramedidas médicas, como testes de diagnóstico e vacinas; na minimização da transmissão de animais para humanos e na capacitação das comunidades para participarem ativamente.

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Os esforços de vacinação vão se concentrar nos indivíduos de maior risco, incluindo contatos próximos de casos recentes e profissionais de saúde, para quebrar as cadeias de transmissão.

“Os surtos de mpox na República Democrática do Congo e países vizinhos podem ser controlados e interrompidos”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Para isso é necessário um plano de ação abrangente e coordenado entre agências internacionais e parceiros nacionais e locais, sociedade civil, investigadores e produtores e os nossos Estados-membros”, concluiu.

NIAID/Flickr
Doença provocou surto República Democrática do Congo e em outros países africanos

Crianças mais vulneráveis à mpox

Pesquisadores do Instituto de Imunologia La Jolla (LJI), nos Estados Unidos, alertaram que a nova cepa da mpox está mudando rapidamente e pode atingir crianças com mais frequência.

A equipe também informou que, até o momento, não há vacinas para combater a variante “clade 1”, tipologia que provocou o surto na República Democrática do Congo e em outros países africanos.

De acordo com estudos realizados pelo instituto, a nova cepa, “em geral, leva a casos mais graves e [mais] mortes do que a clade 2, além de parecer mais transmissível pelo contato pele a pele e se difundir com maior velocidade em pessoas com menos de 15 anos de idade”.

Um dos pesquisadores responsáveis, Alessandro Sette, afirmou que “o novo comportamento do vírus pode mudar o cenário” e atingir “uma gama mais ampla de pacientes, como crianças, mulheres e idosos”.

Ao contrário, a clade 2, que levou a uma epidemia em 2022, foi observada principalmente em homens que mantinham relações homossexuais.

“Examinaremos as respostas imunitárias com base nos diversos grupos e veremos se existem diferenças com base na idade e no sexo”, acrescentou o italiano.

Já Alba Grifoni, pesquisadora especializada em imunologia, explicou que “não está claro o quanto este vírus se diferencia da cepa de 2022, ou onde estão as diferenças nas proteínas virais”. “As sequências exatas do genoma da nova cepa da mpox estão se tornando disponíveis e, em breve, serão analisadas”, disse.

(*) Com Ansa