Domingo, 10 de maio de 2026
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Cerca de 3,1 mil pessoas morreram na Alemanha neste ano devido a altas temperaturas, informou um relatório preliminar do Instituto Robert Koch (RKI), agência nacional de saúde pública.

Segundo o órgão, a maior parte das mortes ligadas ao calor envolveu a faixa etária de 75 anos ou mais. A mortalidade também foi maior entre mulheres do que homens, mas isso pode estar relacionado ao fato de que há mais mulheres idosas do que homens idosos na Alemanha.

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Apesar do alto número de óbitos, o ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, indicou que a situação poderia ser ainda pior, mencionando que um plano de proteção contra o calor lançado pelo governo neste ano impediu que as mortes superassem a marca de 4 mil. “Muitas vidas foram salvas”, escreveu ele no X, antigo Twitter.

O plano incluiu um disparo de mensagens direcionadas a idosos e pessoas com comorbidades para que eles pudessem se proteger melhor no calor extremo, entre outras medidas.

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Comparação com outros anos

Em 2022, o RKI havia relatado 4,5 mil mortes relacionadas ao calor, mas frisou que o número foi excepcionalmente alto no verão passado graças à pandemia de covid-19.

Ao analisar a última década, os anos que registraram maior mortalidade foram 2015, 2018 e 2019, cada um com mais de 6 mil óbitos.

Em 2014, 2016, 2017 e 2021, o número estimado de mortes foi significativamente menor, de entre 1 mil e 1,7 mil por ano. “Essas diferenças podem ser atribuídas aos diferentes graus de episódios de calor”, diz o relatório.

Maioria das vítimas no país europeu foram mulheres e idosos com mais de 75 anos; temperaturas estão cada vez mais altas devido à mudança climática

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Apesar do alto número de óbitos, ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, indicou que a situação poderia ser ainda pior

Por que o calor mata

O RKI explicou ainda que os números de mortes relacionadas a altas temperaturas são uma estimativa que usa métodos estatísticos, combinando taxas de mortalidade do Escritório Federal de Estatística (Destatis) e as medições de temperatura do Serviço Meteorológico Alemão (DWD).

Na maioria dos casos, a combinação de calor e condições pré-existentes leva à morte. Os atestados de óbito raramente têm o calor listado como a causa da morte.

O calor mata porque aumenta o risco de problemas de saúde, pois os órgãos do corpo, como os rins ou o coração, são afetados pelo aumento da temperatura interna.

Pessoas com problemas de saúde subjacentes são mais vulneráveis a temperaturas extremas.

Ondas de calor mortais em todo o mundo

As ondas de calor mortais estão se tornando mais comuns a cada ano devido à mudança climática, segundo os cientistas. E as temperaturas estão ainda mais altas agora após mais de meio século de queima de carvão e petróleo, afirmam.

Um relatório do serviço climático europeu Copernicus afirmou que agosto deste ano foi o agosto mais quente já registrado com equipamentos modernos, e que 2023, até agora, foi o segundo ano mais quente.

A Alemanha, por sua vez, teve o setembro mais quente da sua história, informou na sexta-feira (29/09) o DWD. Com uma temperatura média de 17,2°C, foi o setembro mais quente e o segundo mais ensolarado desde que as medições meteorológicas começaram em 1881.