Quinta-feira, 2 de abril de 2026
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Rosângela Talib, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, em entrevista ao Candeia
 
Atualmente no Brasil ocorrem cerca de um milhão de abortos e 250 mil internações a cada ano por complicações nos procedimentos realizados em clínicas clandestinas. Os abortamentos são realizados em locais com pouca ou nenhuma higiene e por pessoas não capacitadas para auxiliar as mulheres que procuram essa saída. Enquanto nada se fala no Executivo e no Legislativo a respeito do problema, milhares de mulheres morrem há anos no país ao tentarem abortar. Por outro lado, nosso vizinho Uruguai (que legalizou o aborto no fim de 2012) não registrou mais nenhuma morte em decorrência de aborto e reduziu o número de 33 mil abortamentos anuais para apenas 4 mil já nos primeiros meses, pois junto com a legalização vieram diversas políticas públicas de planejamento familiar, educação reprodutiva e sexual e métodos contraceptivos.
 
Leia também: 'Clandestinas': mulheres relatam histórias reais de abortos ilegais no Brasil
 
Para falar mais um pouco sobre o tema urgente e as consequências negativas para as mulheres e para a sociedade em geral, entrevistamos para o DoisP Rosângela Talib, psicóloga e mestra em Ciências da Religião (UMESP), da ONG Católicas pelo Direito de Decidir. A ONG luta pela igualdade nas relações de gênero, pela autonomia das mulheres e seu poder de decisão, defende a laicidade do Estado, entre outras frentes. 
 
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Post originalmente publicado no site de jornalismo colaborativo Candeia.

'Mulheres que têm dinheiro podem fazer a interrupção da gravidez fora do país ou em clínicas adequadas a que mulheres pobres não têm acesso', constata Rosângela Talib, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir

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