Zuma aceita negociar fim da greve na África do Sul
Zuma aceita negociar fim da greve na África do Sul
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, ordenou que o governo retome as discussões com os sindicatos dos funcionários públicos, em greve geral há mais de duas semanas, informou nesta segunda-feira (31/8) o seu porta-voz, Zizi Kodwa, segundo o Jornal de Angola.
“O presidente se encontrou com os ministros e ordenou que voltassem imediatamente à mesa de negociações”, disse Kodwa.
Na semana passada, após voltar de uma visita oficial à China, Zuma se reuniu com alguns ministros para discutir a greve e as consequências que poderia ter, caso não seja encerrada.
Leia mais:
Funcionários públicos da África do Sul entram na terceira semana de greve
Funcionários públicos fazem paralisação no Uruguai
Imigrantes são excluídos dos benefícios da Copa na África do Sul
Longe da TV, sul-africanos criticam Copa do Mundo e azedam clima com estrangeiros
Diante do sinal do governo, alguns grevistas dizem ter esperanças de negociar. “Tenho razões para estar otimista, porque o governo nos chamou para uma reunião”, disse Manie De Clerq, porta-voz da Associação de Funcionários Públicos.
De acordo a agência de notícias Lusa, o ministro da tutela das empresas públicas, Richard Baloyi deve convocar em breve uma reunião com os sindicatos.
Mais de 1 milhão de trabalhadores públicos dos setores da saúde e da educação estão em greve na África do Sul para reivindicar aumentos salariais. Os grevistas exigem reajuste de 8,6% e benefício de mil rands (moeda nacional, cerca de 240 reais), enquanto o governo propõe 7% mais auxílio-moradia de 700 rands (168 reais), argumentando que o orçamento nacional não permite ir além deste valor.
Na segunda-feira (30/8), a greve entrou na terceira semana. Para não parar o atendimento nos hospitais, o governo precisou recorrer aos médicos e enfermeiros do exército. Muitas escolas tiveram de fechar pela falta de funcionários. Outros sindicados ameaçaram se juntar aos grevistas se, no decorrer desta semana, o governo e os grevistas não conseguirem negociar.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























