Domingo, 26 de abril de 2026
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O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya, exilado na República
Dominicana desde 27 de janeiro, lamentou nesta segunda-feira (26/4) o
que classifica como um “abandono” da Frente Nacional de Resistência
Popular à busca por seu retorno ao país.

De acordo com Zelaya, tirado da presidência no golpe de Estado do
dia 28 de junho de 2009, a iniciativa da frente antigolpista de iniciar
um abaixo-assinado “para a instalação de uma Constituinte” está
deixando a sua luta “de lado”.

“Isso afeta terrivelmente a possibilidade de retornar à minha
pátria e recuperar meus direitos como hondurenho. Com essa estratégia,
que evidentemente me distancia, [a FNRP]
fortalece o plano dos golpistas de me manter ilhado e perseguido”,
analisou Zelaya em carta lida por uma emissora de rádio local.

O ex-presidente ainda lembrou que foi o diretor por começar “a
batalha pela Constituinte, pela qual” fez o que podia e que “perdeu
tudo pelo povo”.

“Estou sofrendo um injusto exílio na República Dominicana, separado
de grande parte da minha família. Respondo a processos de traição e
tenho ordens de prisão por perguntar ao povo sobre a Constituinte”,
disse.

Já o coordenador da FNRP, Juan Barahona, declarou à agência de notícias italiana Ansa que o grupo “jamais abandonará a exigência” de que Zelaya “regresse ao país”.

“A FNRP exige o regresso do ex-presidente Zelaya a Honduras sem
condições e também o retorno do padre Andrés Tamayo, que foi expulso
pelos golpistas”, garantiu Barahona.

Respaldo

Depois do golpe de Estado, Honduras foi governado até o início
deste ano por um governo de facto liderado por Roberto Micheletti.  No
dia 27 de janeiro passado, Porfirio Lobo, eleito por voto direto em
novembro de 2009, assumiu a presidência do país.

Desde então, Lobo busca o respaldo da comunidade internacional e a
reincorporação em grupos como a Organização dos Estados Americanos.

Zelaya lamenta desvio na luta para levá-lo de volta a Honduras

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