Domingo, 29 de março de 2026
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O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, fez um apelo à comunidade internacional, incluindo a ONU (Organização das Nações Unidas) e os Estados Unidos, para que apóiem o seu retorno ao poder, uma vez que fracassaram as negociações para resolver a crise política no país depois do golpe de Estado.

“A comunidade internacional deve marcar um precedente para que isto não se repita e que os golpes de Estado sejam parte da história e que aqueles que tentarem sejam castigados”, disse Zelaya em uma entrevista ao jornal espanhol El Mundo, publicada hoje (21).

O ex-presidente não indicou exatamente que ação espera da comunidade internacional, mas disse que países como a Espanha poderiam cancelar contas bancárias, suspender vistos e viagens a membros do regime.

Ao ser perguntado se a situação teria um fim com intervenção diplomática dos Estados Unidos, Zelaya disse: “Imediatamente. Isto durará o que dura um suspiro quando os Estados Unidos tomarem medidas claras contra os golpistas”.

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As negociações fracassadas, levadas a cabo pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, revelaram a natureza “arrogante, militar e fascista” daqueles que tomaram o poder, disse Zelaya.

“Os golpistas fogem do povo hondurenho, da comunidade internacional e de Oscar Arias. Fugiram até de Hillary Clinton”.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, advertiu Micheletti que Honduras poderia enfrentar recortes em ajuda econômica, a menos que chegue a um acordo com Zelaya.

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Governos de todo o mundo vem pedindo a volta de Zelaya ao poder e rejeitam o governo interino, mas Micheletti disse ontem (20) que não permitirá a volta de Zelaya à presidência do país.

Retorno a Honduras

O presidente deposto reiterou sua intenção de voltar o mais rápido possível a Honduras, apesar dos temores de que sua presença poderia suscitar um derramamento de sangue.

“Arias me pediu mais alguns dias, mas já estamos organizando a resistência interna que nos garante a Constituição”, afirmou.

Zelaya cobra ação imediata dos Estados Unidos e da ONU

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