Zelaya avisa que só aceitará governo se voltar ao poder
Zelaya avisa que só aceitará governo se voltar ao poder
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, adiantou hoje (1/11) que não dará seu aval a nenhum governo de reconciliação nacional se não for restituído antes ao poder.
A decisão sobre a volta do presidente ao cargo será votada pelo Congresso de Honduras, segundo os termos do acordo definido na última sexta-feira (30).
Já o governo de reconciliação deve ser constituído na próxima quinta-feira (5).
“O governo de reconciliação e unidade só pode ser formado se houver um acordo. Se nós não estivermos de acordo não há governo”, afirmou Zelaya por telefone à agência de notícias espanhola EFE.
Na entrevista, o presidente avisou que, se não for reconduzido à presidência, considerará desfeito o pacto com o governo golpista de Roberto Micheletti. Além disso, Zelaya lembrou que, se não estiver satisfeito com a aplicação do acordo, poderá rompê-lo.
“Eu sou uma das partes do acordo. O acordo é composto de duas partes. Os acordos preveem a conciliação de duas partes. Se uma das partes sente que pode cair em uma armadilha, o acordo pode ser rompido”, enfatizou.
Mesmo após acordo, as posições de Zelaya e Micheletti continuam estancadas em pontos-chave. O ponto referente à restituição do presidente, por exemplo, provocou diferentes interpretações: enquanto o primeiro considera que deve ser restituído na presidência já na quinta-feira, o segundo não aceita a data.
Outra desavença é sobre a decisão que o Congresso deve tomar. O documento diz textualmente: “Ambas as comissões negociadoras decidiram, respeitosamente, que o Congresso Nacional resolva com relação ao retroceder da titularidade do Poder Executivo ao estado prévio a 28 de junho” (data do golpe).
Para o presidente deposto, “a linguagem que se buscou é um espírito de conciliação e a redação quis dizer ao Congresso com respeito que retroceda à situação anterior”.
No entanto, o governo golpista divulgou um documento à imprensa dizendo que “o acordo não faz nenhum tipo de recomendação sobre qual decisão o Congresso deve tomar”.
Para Zelaya, essa interpretação seria “um jogo duplo, sujo, absurdo e pouco inteligente”.
“Se o golpe de Estado não for revertido, o acordo será quebrado, será nulo”, alertou.
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