Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, ofereceu nesta quarta-feira (02/03) uma linha de crédito de 300 milhões de euros para apoiar o processo de transição da Tunísia em sua visita oficial ao país africano.

Zapatero, primeiro chefe de governo europeu a visitara Tunísia após a queda do regime do ditador Zine el Abidine Ben Ali, se reuniu com os responsáveis do governo de transição, da oposição e da sociedade civil. Na ocasião, defendeu os princípios do Estado laico.

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O líder espanhol ressaltou que cabe aos tunisianos planejarem sua própria transição e considerou que o papel da religião terá um peso fundamental. Entretanto, considera que ela deve ficar no âmbito privado e recomendou à Tunísia que mantenha um Estado laico para conseguir uma democracia duradoura e “mais autêntica”.

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A maior urgência do país no momento é atender os milhares de refugiados que cruzam a fronteira com a Líbia. Zapatero antecipou que está disposto a mobilizar aviões e navios para transportá-los a seus países de origem e evitar uma crise humanitária.

Em entrevista coletiva concedida na residência do embaixador espanhol depois de se reunir com o presidente interino da Tunísia, Fouad Mebazaa, e com o novo primeiro-ministro, Beji Said Essebsi, Zapatero defendeu o lançamento de um “plano Marshall”, com apoio das entidades financeiras europeias e baseado fundamentalmente em uma grande coalizão de empresas privadas que apoiem as mudanças no norte da África.

O financiamento da União Europeia (UE) se canalizaria através do Banco Europeu de Investimentos (BEI), que já conta com um caixa de mais de 12 bilhões de euros para o desenvolvimento do sul do Mediterrâneo.

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Zapatero oferece ajuda financeira à Tunísia e defende Estado laico

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