Zapatero diz ao ETA que só aceita abandono definitivo das armas
Zapatero diz ao ETA que só aceita abandono definitivo das armas
O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou nesta terça-feira (7/9) que o anúncio de cessar-fogo do grupo basco ETA é “uma profunda decepção”, porque a única promessa aceitável seria “o abandono das armas para sempre”.
A declaração foi a primeira avaliação oficial pública do vídeo e do comunicado do grupo separatista basco, que anunciou no último domingo a cessação de “ações armadas ofensivas”.
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“Já não valem comunicados, apenas decisões, e só vale o abandono das armas para sempre”, afirmou Zapatero durante entrevista coletiva concedida junto com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.
O primeiro-ministro também advertiu aos grupos políticos bascos de orientação separatista, considerados o braço político do ETA, como o ilegal Batasuna, que sua atual situação não mudará sem a condenação da violência do grupo.
“Estão fora da legalidade porque não condenam taxativamente a violência. Estão na mesma situação hoje que antes do comunicado, exatamente a mesma”, acrescentou Zapatero, em alusão a grupos do entorno político do ETA, que reivindicaram a sua legalização após o comunicado do grupo.
Para o governante espanhol, a parte positiva do comunicado do grupo separatista é “a reação unânime de todas as forças democráticas” espanholas, o que, segundo ele, “fortalece a luta contra o terrorismo”.
O anúncio de cessar-fogo foi divulgado após mais de um ano sem atentados com vítimas fatais e em um momento no qual os especialistas avaliam que o ETA está encurralado e muito enfraquecido pelas prisões de membros que sofreu nos últimos meses, muitas delas fruto da cooperação policial com outros países, principalmente França e Portugal. O de domingo é o 11º cessar-fogo divulgado pelo ETA desde 1981. O último deles datava de março de 2006 e iniciou um processo para tentar uma saída negociada com o grupo por parte do governo de Zapatero. A negociação não foi adiante porque os guerrilheiros romperam a trégua no dia 5 de junho de 2007.
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