Wikileaks publicará em breve 15 mil documentos sobre guerra do Afeganistão
Wikileaks publicará em breve 15 mil documentos sobre guerra do Afeganistão
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, afirmou neste sábado (14/8) que seu propósito é publicar “em breve” outros 15 mil documentos militares confidenciais que guardou sobre a guerra do Afeganistão, apesar das advertências do Pentágono.
“Temos a responsabilidade de divulgar esta informação ao mundo e ao povo afegão”, afirmou Assange, em um seminário realizado em Estocolmo, depois que na quinta-feira passada anunciasse em Londres sua intenção de divulgar o material.
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Para o fundador do Wikileaks, os “suecos deveriam ficar orgulhosos que seu país torne possível a liberdade de expressão”, enfatizou, em referência ao servidor sueco no qual está hospedado para continuar divulgando seus conteúdos.
Wikileaks pensa em solicitar na próxima semana a permissão de publicação para ficar sob a cobertura da lei sueca de liberdade de difusão.
O Pentágono expressou na sexta-feira o temor de que as novas revelações sejam mais “danosas”, mesmo sem conhecer o conteúdo exato dos documentos do Wikileaks.
“Estamos preocupados que a publicação dos documentos adicionais possa causar riscos ainda maiores do que os primeiros que foram publicados”, disse o coronel David Lapan, porta-voz do Pentágono, quem disse ter “esperança” que a portal não publique os documentos e “coloque mais vidas em risco”.
O Pentágono abriu uma investigação, na qual participa também o FBI (polícia federal americana), para identificar à pessoa que forneceu os documentos a Assange, enquanto está buscando formas de proteger melhor suas informações.
Sob o título “Diário da Guerra Afegã”, em 25 de julho Wikileaks publicou 70 mil documentos que abrangem um período de janeiro de 2004 até 2010.
Entre as revelações está morte de civis não divulgadas até a possível colaboração dos serviços secretos do Paquistão aos talibãs.
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