Wikileaks: Omar Suleiman tem plena confiança de Mubarak e dos EUA
Wikileaks: Omar Suleiman tem plena confiança de Mubarak e dos EUA
O atual vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, tem plena confiança do presidente, Hosni Mubarak, e é ao mesmo tempo um firme e velho aliado dos Estados Unidos, de acordo com documentos diplomáticos revelados pelo Wikileaks.
Em um dos despachos, publicados neste domingo (06/02) pelo jornal britânico Financial Times, a atual embaixadora norte-americana no Cairo, Margaret Scobey, qualifica Suleiman de político “pragmático com uma aguda mente analítica” e elogia sua “visão e influência”.
Os documentos também refletem as fortes suspeitas que o regime iraniano tem de Suleiman, até pouco tempo chefe dos serviços de inteligência egípcios. Segundo o novo vice-presidente, o Irã representa uma “grande ameaça para o Egito por seu apoio à chamada guerra santa e aos extremistas egípcios”. “Se os iranianos apoiassem a Irmandade Muçulmana se transformariam em nosso inimigo”, afirmou Suleiman em certa ocasião.
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Apesar de Suleiman ter se referido várias vezes ao suposto perigo apresentado pela Irmandade Muçulmana, seus argumentos nem sempre convenceram a diplomacia norte-americana. Em um documento diplomático de novembro de 2005, o então embaixador norte-americano, Francis Riccardione, escreveu que “os egípcios sempre agitaram o fantasma da Irmandade Muçulmana”.
“A melhor forma de fazer frente a uma política islamita de alvos estreitos consiste em abrir o sistema político egípcio”, afirmou o diplomata.
De acordo com outros documentos, que citam um amigo do político, Suleiman “se sentiu muito magoado” quando o presidente Mubarak voltou atrás na promessa de nomeá-lo vice-presidente há vários anos.
Segundo esses documentos, Suleiman viu frustradas suas ambições pela influência da esposa do presidente, Suzanne Mubarak, que, decidida a impulsionar a carreira política de seu filho, Gamal, impediu a nomeação.
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Crise
A revelação surgiu em um dia em que o vice-presidente do Egito esteve reunido por várias horas com representantes da oposição, entre os quais a Irmandade Muçulmana, para tentar chegar a um compromisso que levasse ao fim dos protestos contra o regime, que duram 13 dias.
O governo ofereceu a constituição de um comitê com representantes de todos os grupos da oposição para propor reformas constitucionais, a liberdade de imprensa e um eventual levantamento do estado de emergência que vigora no país desde 1981, mas os oponentes do regime de Mubarak mantêm a exigência para que o presidente saia do poder.
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