Wikileaks: EUA não apostam mais na dissidência tradicional cubana
Wikileaks: EUA não apostam mais na dissidência tradicional cubana
De acordo com documento diplomático sigiloso vazado pelo Wikileaks, o Departamento de Estado dos Estados Unidos não aposta mais na tradicional dissidência cubana como caminho para o poder em Cuba e sim na ala mais jovem de blogueiros, músicos e artistas de opositores do atual governo de Raúl Castro.
Conforme informou o jornal espanhol El País, citando boletim de 2009 da seção de interesses norte-americana em Havana, esses jovens têm “muito melhor posições rebeldes de grande impacto popular” que a dissidência. “Muito vigiados pelo governo cubano, (os jovens) evitam o rótulo de dissidentes e não parecem aspirar nenhum papel de liderança”, diz o texto.
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A fama internacional da blogueira Yoani Sánchez teria causado “ciúmes” nos antigos opositores do governo cubano, o que teria impedido uma “aliança entre a incipiente rede de blogueiros e artistas”.
“Quando perguntamos aos dirigentes da oposição sobre seus programas, não obtemos programas destinados a captar um amplo espectro da sociedade cubana”, relatam os norte-americanos, que dizem que a oposição cubana está dividida em dezenas de pequenos grupos de mesmos objetivos, mas sem qualquer coordenação e, além disso, ganaciosos. “os maiores objetivos dos dissidentes são obter recursos para manter seu nível de vida”, afirma o texto. A seção de interesses diz que chegaram a receber um pedido para que pagasse salários a um grupo dissidente, o que teriam negado.
“Telefone vermelho”
Outro despacho revelado pelo Wikileaks afirma que Cuba propôs estabelecer um “telefone vermelho” de comunicação direta entre Havana e Washington para tratar das disputas entre os dois países.
O El País informou que a proposta foi feita no ano passado por Raúl Castro à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, através do ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, mas a ideia não foi concluída.
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