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Documentos diplomáticos dos EUA divulgados pelo Wikileaks mostram que o país foi informado pelo governo israelense sobre a operação “Chumbo Fundido”, investida militar na Faixa de Gaza, em 2008, que deixou mais de 1,4 mil palestinos mortos.

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Os despachos, enviados pelo consulado norte-americano em Jerusalém e pelas embaixadas em Tel Aviv e Cairo, revelam também que, após o início dos ataques, realizados entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, os EUA sabiam das mortes de civis.

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Entre os despachos, quase diários, revelados por um site de notícias independente dos EUA, o tenente-general Gabi Ashkenazi, Chefe das Forças Armadas de Israel, revela a uma delegação chefiada pelo democrata Ike Skelton, relatada por um funcionário da embaixada norte-americana em Tel Aviv, que o objetivo de Israel era travar uma “guerra de grande escala no Oriente Médio”.

“A ameaça de disparos de foguetes contra Israel é mais grave do que nunca. É por isso que Israel atribui tanta importância à defesa anti-mísseis”, acrescentou o militar em 17 de dezembro de 2008, explicando que o planejamento da ação militar havia começado seis meses antes, enquanto ainda se falava em renovar o cessar-fogo com o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza.

Bloqueio a Gaza

Durante um almoço na mesma semana, Ashkenazi defendeu o bloqueio israelense na Faixa de Gaza para evitar que países como o Irã pudessem fornecer foguetes aos palestinos. Em 2008, militantes do Hamas lançaram mais de 1,7 mil foguetes e morteiros contra Israel – o dobro em relação a anos anteriores.

Nas mensagens enviadas em dezembro, quando a operação militar estava no início, o funcionário diplomático em Tel Aviv mencionou uma “crescente pressão sobre Israel” para que respondesse aos foguetes atirados pelos palestinos.

Os ataques aos territórios palestinos começaram no dia 27 de dezembro de 2008, dias após o o fim do cessar-fogo. Como Israel não suspendeu o bloqueio à Faixa de Gaza e não cessou os ataques ao território palestino, membros do movimento islâmico anunciaram o encerramento oficial da trégua e começaram a lançar foguetes caseiros em direção ao sul do território palestino.

Mortes de civis

Nos despachos do início de janeiro de 2009, diplomatas dos EUA mencionam as cidades de Gaza e de Rafah, na fronteira com o Egito, como alvo de disparos israelenses, incluindo hospitais, mesquitas e escolas. A única mensagem que faz alusão à morte de civis palestinos foi enviada pela diplomacia norte-americana no dia 2 de janeiro. “Enfatizando nossa preocupação com o bem-estar de civis palestinos inocentes e da disponibilidade dos EUA para fornecer ajuda humanitária de emergência”, diz o documento.

Na noite do dia 3 de janeiro de 2009, começou a ofensiva por terra, com tropas e tanques israelenses entrando no território palestino. No dia 17 de janeiro, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert anunciou uma trégua unilateral e o Hamas também anunciou um cessar-fogo imediato. Em 21 de janeiro, Israel completou a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza.

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Wikileaks: EUA foram informados por Israel sobre operação militar em Gaza

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