Terça-feira, 19 de maio de 2026
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A Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa) que, neste ano, foi adiada devido à crise  política que atinge alguns países do mundo árabe, já foi tema de despachos da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, conforme revelou o Wikileaks. Na visão dos norte-americanos, o ex-presidente Lula considerava a cúpula como um meio para criar “uma nova geografia política e comercial” no mundo.

Para a embaixada, o governo brasileiro via no encontro a possibilidade de “reforçar a reputação do Brasil com o restante do mundo”. Um dos documentos afirma que o  Brasil não teria conseguido assumir a liderança do encontro. “O governo brasileiro perdeu o controle da cúpula. Os resultados do encontro dificilmente irão reforçar a reputação do país”, avalia a mensagem.

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Um dos despachos, de maio de 2005, classificou a saída da presidente da argentina, Cristina Kirchner, do encontro, como um “tapa na cara do presidente Lula”. Cristina teria saído do encontro por um desentendimento com o Brasil causado por divergências econômicas.

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Na visão dos norte-americanos, a cupúla serviu, principalmente, para criar uma plataforma para que os países árabes criticassem a política dos EUA. “O governo do Brasil não conseguiu evitar o que garantiu a nós, que (o encontro) não se tornaria uma oportunidade para os países árabes criticarem os EUA e Israel.”, diz o documento.

A embaixada demonstrou um descontentamento com a ressalva, presente na resolução final do evento, que criticou a “invasão” promovida pelos EUA em países acusados, pelos norte-americanos, de terem ligações com o terrorismo.

“Reafirma a não-aceitação da ocupação estrangeira e reconhece o direito dos Estados a resistir externa dos EUA e a ocupação dos povos, em conformidade com os princípios da legalidade internacional e em conformidade com o direito humanitário internacional”, destaca o despacho.

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Wikileaks: EUA criticaram rumo tomado pela primeira edição de Cúpula América do Sul-Países Árabes

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