Wikileaks: embaixador norte-americano sabia de escândalo dos 'falsos positivos' na Colômbia
Wikileaks: embaixador norte-americano sabia de escândalo dos 'falsos positivos' na Colômbia
Telegramas revelados pelo Wikileaks indicam que o embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, tinha conhecimento da prática do Exército colombiano dos falsos positivos.
Falsos positivos é forma como ficou conhecida a ação de militares da Colômbia de identificar jovens mortos ou desaparecidos como pertencentes às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colombia). O objetivo da prática seria o de demonstrar o sucesso das ações do Exército no combate ao tráfico de drogas.
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“Os recentes relatos de mortes de inimigos em combate, muitos deles pertencentes às FARC, ajuda a criar uma falsa impressão de progresso”, revela trecho de mensagem enviada pelo general Carlos Suarez a Brownfield.
Suarez foi o indicado pelo governo da Colômbia para se responsabilizar pelas investigações das denúncias. Em uma das mensagens, o general confessa que alguns militares e até mesmo políticos tentaram dificultar as suas investigações.
Mais de dez militares foram afastados de suas funções devido a envolvimento com o caso.
“O problema das execuções extrajudiciais são generalizadas, o fenômeno teve origem em Soacha e a prática depois se espalhou para outras brigadas e comandos, incluindo o Comando Conjunto do Caribe”, revela o general Suarez.
Várias famílias de Soacha, munícipio próximo da capital Bogotá, denunciaram que desde de 2007 mais de 17 jovens desapareceram da região e foram apresentados como guerrilheiros mortos pelo Exército.
Na resposta divulgada pelo Wikileaks de Brownfield aparece a ressalva “se o Departamento de Defesa próxima [depois, Juan Manuel Santos] não demonstrar um forte compromisso com os direitos humanos, os progressos realizados até esta data pode se revertidos”.
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