Quarta-feira, 20 de maio de 2026
APOIE
Menu

Um relatório de autoria do embaixador dos EUA na Nicarágua, Robert Callahan, afirma que as eleições municipais na Nicarágua realizadas em 2008 teriam sido fraudadas por integrantes da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O despacho foi disponibilizado pelo jornal El País. Na época da eleição, a oposição era liderada pelo Partido Liberal Constitucionalista (PLC), que fez diversas denúncias e organizou protestos em Manágua, capital do país, acusando o governo de manipular o processo eleitoral. Apesar das manifestações, os resultados das eleições não foram revisados.

O chefe de gabinete do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), Roberto Barreto, teria contado ao embaixador que a Frente Sandinista exerceu pressão para que os resultados da urnas fossem modificados para beneficiar o governo.

Mais lidas

Leia mais:

Ortega anuncia candidatura oficial para eleições presidenciais na Nicarágua

Chanceleres da OEA vão analisar conflito entre Nicarágua e Costa Rica

Nicarágua comemora 31 anos da Revolução Sandinista

Apesar de desaprovação da Nicarágua, Honduras é reintegrada ao SICA

A atualidade da Cepal nos tempos de crise



“Barreto reconheceu, com uma franqueza surpreendente, que a FSLN tinha roubado as eleições. O juiz explicou que a FSLN sugeriu ao CSE que fraudasse o sistema eleitoral no ano anterior às eleições. Mas os resultados do dia das eleições não foram como o planejado, levando a alterações das folhas de registro”, diz a mensagem.

Entretanto, em uma entrevista ao jornal nicaraguense El Nuevo Diario,
Barreto desmentiu o embaixador. “Ele colocou em minha boca afirmações
as quais, em nenhum momento e em nenhuma circunstância manifestei a
qualquer membro da embaixada dos EUA”. O dirigente apenas confirmou que
se encontrou com Michael García, membro do departamento de política da
embaixada e, posteriormente,com Callahan. Por fim, Barreto desafiou
García a comprovar que, em algum momento do encnotro, tenha mencionado
a palavra “fraude”.

De acordo com as informações passadas pelo embaixador, houve violações das urnas e fechamento de colégio eleitorais antes do prazo estabelecido. Também teriam sido criadas dificuldades para a participação de fiscais do exterior. Roberto Courtney, diretor da ONG Ética e Transparência, após ver o resultado da votação, teria afirmado que a Nicarágua “não deveria realizar novas eleições enquanto mantivesse a mesma Lei e Conselho Eleitoral”.

Outro documento, de março de 2008, narra um encontro de Callahan com o presidente do CSE, Roberto Rivas. Durante a conversa, o embaixador sugeriu que órgãos internacionais supervisionassem o processo eleitoral. Rivas, por sua vez, replicou dizendo que a fiscalização externa não seriam necessárias, já que o processo eleitoral da Nicarágua era “o mais transparente da América Latina”.

Em outro trecho, a mensagem critica o fato de partidos da oposição não possuírem um “status legal” e questiona se a oposição tem liberdade para realizar comícios. Segundo o texto, Rivas foi “evasivo” na resposta. Os partidos que sofriam restrições da Justiça e foram mencionados no despacho eram o Movimento de Renovação Sandinista (MRS) e Partido Conservador (PC).

Siga o Opera Mundi no Twitter

Conheça nossa página no Facebook

Wikileaks: Embaixador dos EUA relatou indícios de fraude em eleição na Nicarágua

NULL

NULL

NULL