Wikileaks: Embaixador dos EUA relatou indícios de fraude em eleição na Nicarágua
Wikileaks: Embaixador dos EUA relatou indícios de fraude em eleição na Nicarágua
O despacho foi disponibilizado pelo jornal El País. Na época da eleição, a oposição era liderada pelo Partido Liberal Constitucionalista (PLC), que fez diversas denúncias e organizou protestos em Manágua, capital do país, acusando o governo de manipular o processo eleitoral. Apesar das manifestações, os resultados das eleições não foram revisados.
O chefe de gabinete do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), Roberto Barreto, teria contado ao embaixador que a Frente Sandinista exerceu pressão para que os resultados da urnas fossem modificados para beneficiar o governo.
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“Barreto reconheceu, com uma franqueza surpreendente, que a FSLN tinha roubado as eleições. O juiz explicou que a FSLN sugeriu ao CSE que fraudasse o sistema eleitoral no ano anterior às eleições. Mas os resultados do dia das eleições não foram como o planejado, levando a alterações das folhas de registro”, diz a mensagem.
Entretanto, em uma entrevista ao jornal nicaraguense El Nuevo Diario,
Barreto desmentiu o embaixador. “Ele colocou em minha boca afirmações
as quais, em nenhum momento e em nenhuma circunstância manifestei a
qualquer membro da embaixada dos EUA”. O dirigente apenas confirmou que
se encontrou com Michael García, membro do departamento de política da
embaixada e, posteriormente,com Callahan. Por fim, Barreto desafiou
García a comprovar que, em algum momento do encnotro, tenha mencionado
a palavra “fraude”.
De acordo com as informações passadas pelo embaixador, houve violações das urnas e fechamento de colégio eleitorais antes do prazo estabelecido. Também teriam sido criadas dificuldades para a participação de fiscais do exterior. Roberto Courtney, diretor da ONG Ética e Transparência, após ver o resultado da votação, teria afirmado que a Nicarágua “não deveria realizar novas eleições enquanto mantivesse a mesma Lei e Conselho Eleitoral”.
Outro documento, de março de 2008, narra um encontro de Callahan com o presidente do CSE, Roberto Rivas. Durante a conversa, o embaixador sugeriu que órgãos internacionais supervisionassem o processo eleitoral. Rivas, por sua vez, replicou dizendo que a fiscalização externa não seriam necessárias, já que o processo eleitoral da Nicarágua era “o mais transparente da América Latina”.
Em outro trecho, a mensagem critica o fato de partidos da oposição não possuírem um “status legal” e questiona se a oposição tem liberdade para realizar comícios. Segundo o texto, Rivas foi “evasivo” na resposta. Os partidos que sofriam restrições da Justiça e foram mencionados no despacho eram o Movimento de Renovação Sandinista (MRS) e Partido Conservador (PC).
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