Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

Os ataques promovidos por grupos terroristas talibãs contra bases italianas no Afeganistão foram financiados e armados pelo Irã, segundo documentos da diplomacia norte-americana revelados pelo Wikileaks, aos quais a agência de notícias italiana ANSA teve acesso.

De acordo com os despachos, os terroristas foram treinados para utilizar explosivos artesanais mortais fornecidos pelo próprio Estado persa e “agiram sob direção do governo iraniano”, que “enviou tropas para a fronteira” com o Afeganistão para apoiar os insurgentes.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Uma mensagem enviada no dia 24 de junho de 2009 citava o grupo Talibã. “Os talibãs de Gholam Yahya Akbary têm alguns mísseis iranianos e minas” e estaria sendo pressionado para “lançar ataques no distrito de Ghozareh [no sul da província afegã de Herat, fronteira com o Irã]”, informava o texto.

Leia mais:

Blog especial do Opera Mundi reúne cobertura dos vazamentos do Wikileaks

Criador do Wikileaks diz estar sofrendo uma situação “orwelliana”

Justiça determina que Twitter forneça detalhes sobre documentos divulgados pelo Wikileaks

Wikileaks: EUA queriam que Brasil ajudasse a espionar Chávez

Mais lidas

Segundo o mesmo documento: “o grupo recebeu todos os equipamentos e financiamento do Irã e demonstra sua atividade à República Islâmica disparando mísseis e granadas sobre Camp Arena e outros alvos”, afirmou a embaixada.

Outro despacho norte-americano, de 2007, revela que os insurgentes teriam recebido ordens do governo de Mahmoud Ahmadinejad para “incendiar escolas”. Os Estados Unidos acusam os terroristas como “responsáveis pelos incêndios nas escolas do distrito de Shindand”, uma cidade a 120 quilômetros ao sul de Herat.

Em março do mesmo ano, na própria vila de Shindand, os militares inauguraram uma escola financiada pelo PRT italiano (Provincial Reconstruction Team, na sigla em inglês).

Em julho de 2009, um homem-bomba que havia chegado “do Irã e do Paquistão” teria recebido ordens de “figuras do primeiro escalão da inteligência iraniana” para planejar um atentado suicida na cidade de Herat.

Controle remoto

Um outro documento de agosto de 2009 afirma que Akbary “recebeu apoio financeiro de um alto oficial da inteligência iraniana e planeja um ataque contra a cidade e o aeroporto de Herat um dia após as eleições” presidenciais que ocorreram naquele ano.

Na semana do envio do deste documento, foram registrados ao menos dois ataques com foguetes contra Camp Arena, mas não houve vítimas nem danos materiais.

O Wikileaks revelou ainda outra mensagem, despachado em setembro do 2009, que indica que os milicianos do Talibã haviam recebido dos iranianos “seis minas anti-carro muito potentes” e que seriam utilizadas “contra a força da coalizão internacional” ou altos funcionários “da polícia afegã”. Os explosivos seriam acionáveis por controle remoto, a uma distância de dois quilômetros.

Siga o Opera Mundi no Twitter   

Conheça nossa página no Facebook

Wikileaks: Documentos acusam Irã de financiar ataques contra Itália no Afeganistão

NULL

NULL

NULL