Wikileaks: chefe dos Guardiães da Revolução do Irã esbofeteou Ahmadinejad em reunião
Wikileaks: chefe dos Guardiães da Revolução do Irã esbofeteou Ahmadinejad em reunião
O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Jafari, esbofeteou o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, em uma acalorada discussão no Conselho Supremo de Segurança Nacional de janeiro de 2010 pelas repercussões das eleições de junho de 2009. A informação é do jornal espanhol El País, que publicou um telegrama diplomático divulgado pelo Wikileaks.
De acordo com o documento, a divergência sobre a repressão à “Revolução Verde” promovida por estudantes nas ruas de Teerã culminou a discussão. Durante uma reunião sobre o tema, Ahmadinejad teria argumentado que para enfrentar os protestos e manifestações de descontentamento social era preciso mais permissividade e tolerância, aumentando o grau de liberdades individuais e sociais, incluindo uma maior liberdade de imprensa.
Ali Jafari, por sua vez, se disse indignado com a instabilidade política no país e reprovou a proposta do presidente.
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O episódio confirmaria os rumores de que a eleição de 2009 provocou divergências internas na ala conservadora do governo. Jafari é o representante máximo da Pasdaran (Guarda Revolucionária), uma instituição criada logo após a Revolução Islâmica de 1979.
O caso foi relatado por mensagens vazadas da da embaixada norte-americana em Baku (Azerbaijão), em que o diplomata norte-americano Rob Garverick cita um iraniano que teve a identidade preservada como fonte.
Em outros despachos, a diplomacia dos EUA relata sobre a situação política do Irã logo após a reeleição de Ahmadinejad. Em um deles, de 15 de julho de 2009, uma fonte da embaixada norte-americana em Asgabate, no Turcomenistão, descreve a votação como um “golpe de Estado” e o presidente, como “um novo Augusto Pinochet”.
Os documentos mostram ainda que Washington acompanhou regularmente as chances do movimento oposicionista no Irã. Em 12 de janeiro de 2010, a oposição foi considerada pelos diplomatas norte-americanos em Dubai como um grupo que buscava a manutenção de seus direitos políticos mínimos, e não mais a destituição do presidente e a realização de novas eleições.
No dia seguinte, outro despacho secreto definia os manifestantes “mais como um problema persistente do que como uma ameaça real” ao governo de Ahmadinejad.
Após a divulgação, o governo iraniano bloqueou o acesso à página internet do El País e outras páginas da internet que reproduzem a notícia, de acordo com o próprio jornal.
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