Sábado, 11 de abril de 2026
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As bolsas de Wall Street, de São Paulo e as duas maiores da Europa – Londres e Frankfurt – fecharam em queda hoje (3), por causa de expectativas pessimistas quanto ao o ritmo de recuperação da economia norte-americana.

Em Nova York, as quedas foram motivadas por uma desaceleração no setor de serviços nos Estados Unidos, na véspera da divulgação dos números oficiais sobre o desemprego no país. A desvalorização é a segunda consecutiva esta semana. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,83%, aos 10.366,15 pontos. O Standard & Poor’s 500 caiu 0,84% e a bolsa eletrônica Nasdaq teve queda de 0,54%.

“É uma recuperação frágil”, disse o operador Mirko Mikelic, da Fifth Third Asset Management, à agência de notícias Bloomberg. “Pode demorar até 2012 ou 2013 para recuperar todas as vagas perdidas no início da recessão.”

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu agir com mais vigor e rapidez para combater o desemprego, mas disse que o governo dos EUA possui poucos recursos e pediu ajuda à iniciativa privada.

“Não podemos adiar indefinidamente uma solução, esperando de braços cruzados. Não quero ficar olhando para ver o que acontece”, disse Obama em reunião com líderes empresariais na Casa Branca.

Na véspera da divulgação do índice mensal de desemprego, o governo dos EUA convocou um “Fórum do Emprego” com 130 personalidades da economia, entre empresários, economistas e sindicalistas. Destacam-se na lista os presidentes da Google, Eric Schmidt, da Disney, Bob Iger, e os prêmios Nobel de Economia Joseph Stiglitz e Paul Krugman – que até ontem estava no Brasil.

O propósito do evento é discutir ações para reverter a tendência de queda na geração de emprego na economia norte-americana.

“Nossos recursos são limitados. Há uma enorme brecha entre o dinheiro que sai e o que entra. A recessão piorou as coisas. Temos de ser cirúrgicos e criativos”, afirmou o presidente, segundo a agência de notícias francesa AFP.

No Brasil, a Bovespa fechou em queda de 0,44%, a 68.314 pontos. O giro financeiro foi de 6,568 bilhões de reais, movimentados em 366.422 operações. As maiores altas foram das ações preferenciais da companhia elétrica catarinense Celesc (8,16%), e as maiores baixas foram das ações ordinárias da administradora de cartões de crédito Redecard (-3,39%).

No mercado cambial, o dólar comercial caiu 0,75%, para 1,707 real para a compra e a 1,709 real para venda.

Pelo mundo

Na Europa, as duas principais bolsas, Londres e Frankfurt, tiveram quedas de 0,27% e 0,20%, respectivamente. Já o índice CAC-40, de Paris, fechou praticamente estável, com uma leve alta de 0,08%, enquanto a bolsa de Milão teve alta de 0,19% e a de Madri, alta de 0,31%.

Por outro lado, na América Latina, a maioria dos pregões fechou em alta, com exceção da bolsa de Buenos Aires, cujo índice Merval caiu 0,33%. O mercado de Bogotá fechou em alta de 1,18%; o de Caracas, em alta de 1,09%; e o de Montevidéu, em alta de 0,26%.

Mais cedo, na Ásia, as bolsas registraram alta, em mais um dia de apetite dos investidores e de alta das commodities. Tóquio teve forte elevação de 3,84%, Hong Kong subiu 1,2%, Seul subiu 1,5% e só Xangai, a exceção, caiu 0,2%.

Wall Street, Bovespa, Londres e Frankfurt fecham em queda

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