Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a sétima edição da Cúpula da Comunidade dos Países Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nesta terça-feira (24/01), foi enfocado em ressaltar a importância que o novo governo brasileiro dá ao seu retorno ao organismo após o afastamento promovido por Jair Bolsonaro, e também a convicção do atual mandatário em voltar a protagonizar iniciativas de integração entre os países da região.

 “Ao longo dos sucessivos governos brasileiros desde a redemocratização nos empenhamos com afinco e com sentido de missão em prol da integração regional e na consolidação de uma região pacífica, baseada em relações marcadas pelo diálogo e pela cooperação”, enfatizou Lula, para reforçar, em seguida, que este retorno à Celac marca “um reencontro do Brasil consigo mesmo”.

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O presidente recordou que “o meu antecessor tomou a inexplicável decisão de retirar o Brasil da Celac”, medida que ele, posteriormente classificou como “lamentável”.

“O Brasil está de volta à região e pronto para trabalhar lado a lado com todos vocês, com um sentido muito forte de solidariedade, diálogo e cooperação”, acrescentou.

Presidente brasileiro lamentou a saída do país na gestão Bolsonaro e falou da necessidade de ‘respeitar e proteger’ os povos originários, além de agradecer aos que ‘repudiaram’ os atos golpistas em Brasília

Ricardo Stuckert

Discurso de Lula foi um dos mais aguardados da edição deste ano da Cúpula da Celac

Lula falou sobre seus planos para este terceiro mandato como presidente do Brasil. “Nossa estratégia de desenvolvimento deve caminhar passo a passo com a redução da desigualdade. Para crescermos de maneira sustentável não podemos seguir ostentando índices inaceitáveis de pobreza e fome, nem tampouco conviver com a desigualdade e a violência de gênero”, explicou.

O presidente brasileiro se referiu à emergência humanitária do povo Yanomami, ao dizer que “é preciso respeitar e proteger nossos povos originários, até hoje ameaçados e negligenciados. É preciso trabalhar para que a cor da pele deixe de definir o futuro de nossos jovens”. 

O mandatário também aproveitou a ocasião para “agradecer a todos que se perfilaram ao lado do Brasil e das instituições brasileiras nos últimos dias em repúdio aos atos antidemocráticos em Brasília. Somos uma região pacífica, que repudia o extremismo, o terrorismo e a violência política”.

Antes de finalizar, Lula também manifestou a gratidão do Brasil pelo apoio unânime dos membros da Celac à candidatura de Belém do Pará como sede da 30ª Conferência do Clima (COP-30) que acontecerá em 2025 – a sede será definida apenas no ano que vem, pela Organização das Nações Unidas, responsável pelo evento.