Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Em uma ação desesperada, Lauren Rymer, moradora da cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, decidiu entrar em greve de fome para evitar ser despejada da própria casa. Além disso, segundo a norte-americana, ela espera com o protesto chamar atenção para os custos humanos da crise da hipoteca nos EUA.

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“Não estou fazendo isso somente pela minha história, mas também para representar muitas pessoas que estão passando pela mesma coisa”, afirmou Rymer ao site Huffington Post.

Rymer adquiriu sua casa em 2006, por meio de um empréstimo a juros baixos, mas não conseguiu manter o pagamento das prestações após os impostos do imóvel crescerem 55% desde a compra. Quando ela tentou negociar a hipoteca, a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Comunitário do estado de Maryland afirmou que não poderia refinanciar ou modificar o valor e que ela perderia a casa em 45 dias. Ela então decidiu entrar em greve de fome. 

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“Bolha”

Nas últimas décadas, a classe média norte-americana hipotecou em massa seus imóveis, movimento determinante para o estouro da crise financeira mundial em 2008. Nos EUA, empresas especializadas dão empréstimos e “congelam” casas como garantia. Houve não só um movimento de compra de hipoteca, mas também de refinanciamento dos imóveis. Como os juros estavam baixos nos EUA, muita gente trocou de financiamento, recebendo dinheiro na troca.

No entanto, esses valores não foram investidos novamente nas residências, mas na compra de bens não-duráveis no mercado de consumo ou para saldar dívidas. Com isso, muitos norte-americanos refinanciaram o imóvel para pagar o cartão de crédito. O excesso de crédito gerou um círculo vicioso, que resultou na redução do preço dos imóveis nos EUA em razão do volume de oferta de casa novas. Assim, milhares de pessoas se viram com dívidas maiores do que as casas, fazendo explodir a inadimplência.

“Comprei uma casa pequena. Não fiquei louca. Peguei o melhor empréstimo possível naquele momento. Isso foi antes de o mercado entrar em colapso”, lamentou Rymer. “Há pessoas em situação muito pior do que a minha. Pelo menos tenho emprego, e não tenho filhos. Tenho apenas 32 anos”.

De acordo com o Huffington Post o protesto de Rymer parece ter dado certo: ela foi contatada por um funcionário do gabinete do governador de Maryland Martin O'Malley's para que tenha sua situação avaliada.

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Vítima da crise da hipoteca, norte-americana faz greve de fome para evitar despejo

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