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Computadores portáteis de operários e técnicos da usina nuclear de Bushehr foram afetados pelo vírus industrial Stuxnet, admitiu nesta quarta-feira (29/9) o diretor da Agência Iraniana da Energia Atômica, Ali Akbar Salehi. A autoridade iraniana deixou claro, no entanto, que o vírus não afetou os computadores da usina, apenas os particulares de funcionários.

“O vírus não afetou nosso sistema principal, conseguindo somente infectar alguns computadores pessoais”, especificou.

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Salehi disse que a presença do Stuxnet representa um ataque cibernético contra o Irã e revelou que especialistas do país se viram obrigados a reforçar a segurança nos últimos dois meses. As autoridades iranianas reconheceram na semana passada que cerca de 30 mil endereços de IP de sistemas informáticos de dezenas de indústrias foram atacados pelo Stuxnet, que segundo alguns especialistas ocidentais poderia ter sido planejado para frear o controverso programa nuclear do Irã.

O ministro de Telecomunicações iraniano, Reza Taghipour, também negou que dados graves tenham sido registrados, embora admita que sistemas menos protegidos acabaram infectados pelo vírus, que se infiltra através de portas USB e explora a vulnerabilidade do sistema operacional do Windows.

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“Equipes especiais de operações começaram a limpar os sistemas informáticos industriais e ficaram em alerta para agir no caso de a ameaça ficar muito mais séria”, já que o vírus supostamente pode reconhecer o controle de uma rede e destruí-lo ou reprogramá-lo, acrescentou.

Especialistas europeus em segurança na internet advertiram que o “Stuxnet” é um vírus muito sofisticado, que provavelmente foi criado por uma grande organização ou com a ajuda de algum governo, e que pode ser considerado uma das primeiras armas para a guerra cibernética.

Bushehr fica no litoral do Golfo Pérsico e tem previsão de começar a funcionar de forma plena em uma semana.



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Vírus de computador afeta laptops em usina nuclear no Irã

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