Terça-feira, 28 de abril de 2026
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Uma onda de pânico e violência eclodiu nesta terça-feira (25/5) em Porto Príncipe, capital do Haiti. Manifestantes entraram em confronto com policiais após a prisão de um estudante da faculdade de etnologia que protestava contra a HRIC (sigla em crioulo para Comissão Provisória para a Reconstrução do Haiti) e contra o atual presidente haitiano, René Préval.

EFE



Grupo de manifestantes enfrenta a polícia nesta terça-feira em Porto Príncipe

Testemunhas entrevistadas pela rádio local Métropole afirmam que vários estudantes
foram feridos pela “brutalidade dos soldados da paz”. Após o confronto,
a maioria deles foi encaminhada para hospitais da região central de
Porto Príncipe, mas ainda não foi divulgado o número de feridos.

Frantz Junior Mathieu foi preso na segunda-feira por soldados da Minustah (sigla em francês para Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti) depois de participar de manifestações contra o fato de que a HRIC será composta também por estrangeiros – o que consideram uma violação da soberania nacional.

Os protestos vêm ocorrendo desde o início de maio, quando cerca de mil pessoas saíram às ruas para pedir a renúncia de Préval. Para os haitianos, o presidente se aproveita dos danos causados pelo terremoto para continuar no poder.

No dia 10, o senado do Haiti aprovou um projeto de lei que autoriza a prorrogação do mandato por três meses (até maio de 2011) caso não sejam realizadas eleições presidenciais no final deste ano.

Também hoje, soldados e policiais entraram em choque com moradores de uma favela no centro de Kingston, capital da Jamaica, outra nação caribenha. O confronto deixou pelo menos 60 mortos.

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Bandeira do Brasil

Diante da ação da Minustah, os estudantes se organizaram no próprio campus e arredores da faculdade para exigir a libertação de Mathieu. Durante os confrontos, pedras foram atiradas, barricadas construídas e até mesmo uma bandeira do Brasil – que integra a Minustah – foi queimada em sinal de protesto.

Segundo a rádio Métropole, os alunos têm denunciado a agressão das forças de paz da Minustah em diversas ocasiões. A rádio afirma que “as circunstâncias da intervenção das forças de paz da ONU não são claras”. Os soldados utilizam gás lacrimogêneo e a própria força para conter manifestações estudantis.

Violência no Haiti: policiais reprimem protesto de estudantes

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