Violência entre militantes pode adiar segundo turno das eleições na Guiné
Violência entre militantes pode adiar segundo turno das eleições na Guiné
O segundo turno das eleições na Guiné pode ser adiado por causa da violência entre os militantes. “A prioridade deve ser dada à ordem pública, já que realizar eleições em [situação de] caos não é possível”, disse o primeiro-ministro Jean Marie Dore em pronunciamento na televisão.
Dore esteve nessa segunda-feira (13/9) com Cellou Dalein Diallo e Alpha Conde, os dois candidatos que chegaram ao segundo turno, marcado para o dia 19.
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Confrontos entre grupos rivais deixaram uma pessoa morta e mais de 50 feridos na capital Conacri, durante o fim de semana. Para evitar novos incidentes, o governo de transição suspendeu a campanha eleitoral na rua, restringindo o debate ao rádio e à televisão.
A Guiné – também chamada Guiné-Conacri – é um país de 10 milhões de habitantes da África Ocidental, banhado pelo Oceano Atlântico, vizinho à Guiné-Bissau. O país tem um terço das reservas de bauxita já descobertas no planeta, além de grandes depósitos de diamante, ouro, urânio e minério de ferro.
Essas são consideradas as primeiras eleições livres no país. A Guiné é comandada por uma junta temporária desde dezembro de 2008, quando morreu o então presidente Lansana Conté. Desde a independência da França, em 1958, o poder é controlado por militares. Há um ano, cerca de 150 pessoas foram mortas na repressão a uma manifestação política não autorizada contra o grupo que está no poder.
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