Domingo, 10 de maio de 2026
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A noite desta quarta-feira (08/03) em Buenos Aires foi marcada pela concentração de cerca de quatro mil pessoas nas proximidades do Palácio dos Tribunais, em uma vigília em favor da vice-presidente Cristina Kirchner.

O ato foi encabeçado por diferentes coletivos ligados ao peronismo, em especial o movimento La Cámpora, e aconteceu horas depois da publicação do texto com os argumentos da sentença proferida pelo Tribunal Federal Nº 2 sobre o chamado Caso  Vialidad (“pavimentação”), que condenou Kirchner a uma pena de seis anos de prisão e a proibição de exercer qualquer cargo público pelo resto da vida.

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A vigília teve início por volta das 21h [hora local] e se estendeu até pouco depois da 0h, já entrando na madrugada de quinta-feira (09/03).

As organizações envolvidas no ato traziam cartazes criticando a decisão da Justiça argentina e acusando os magistrados de promover uma campanha de lawfare com Kirchner.

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A vice-presidente Cristina Kirchner também é senadora e presidente do Senado, além de ex-presidente [governo a Argentina entre 2007 e 2015]. Um currículo que a tornam uma possível candidata à presidência nas próximas eleições, que ocorrerão este ano, nos meses de outubro e novembro.

A assessoria de imprensa da vice-presidente divulgou mensagens nas redes sociais anunciando que ela pretende fazer um pronunciamento sobre o caso nesta sexta-feira (10/03).

Ato encabeçado por coletivos peronistas aconteceu horas depois de publicado o texto da sentença que tornaria inelegível a vice-presidente argentina

Twitter / La Cámpora

Coletivos peronistas acusam Judiciário argentino de promover lawfare contra Cristina Kirchner

Entenda o Caso Vialidad

A sentença do Caso Vialidad  estabelece que Kirchner teria cometido crime de corrupção, lavagem de dinheiro e abuso de poder quando era presidente, por haver supostamente favorecido empreiteiras de empresários ligados a ela em licitações para obras de pavimentação de estradas e trechos de acesso a cidades na província de Santa Cruz, no extremo Sul do país, realizadas quando ela era presidente.

Entre os argumentos publicados nesta quarta, se afirma que a suposta prova contra Cristina seria o fato de que grande parte das obras foram entregues a empreiteira Austral Construcciones, do empresário Lázaro Báez, e que este, por sua vez, seria ligado à família Kirchner.

No entanto, a defesa da vice-presidente alega que em nenhum trecho do texto da sentença se estabelece uma relação direta entre Kirchner e Báez.

Os advogados kirchneristas também asseguram que eles sim apresentaram documentos que comprovariam a lisura dos contratos assinado pela sua cliente, mas reclamam que os magistrados do Tribunal Federal decidiram desestimar essas provas sem justificativa.

O governo de Alberto Fernández também se pronunciou sobre o caso, através do ministro da Justiça, Martín Soria, que questionou o texto da Tribunal Federal, em uma entrevista para o diário argentino Página/12.

“Essa é uma sentença claramente política, com o objetivo de cercear os direitos políticos de Cristina Kirchner. O texto é vergonhoso e insustentável, não apresenta nenhuma prova concreta e nenhum fato”, analisou o ministro.