Sábado, 9 de maio de 2026
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O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla, que na quarta-feira disse se sentir “intimidado” ao participar de uma audiência de um julgamento por crimes contra direitos humanos cometidos durante a ditadura militar (1976-1983), protocolou uma denúncia judicial contra os ex-guerrilheiros dos anos 1970, nesta quinta-feira (16/9)

  

Videla apresentou a denúncia contra ex-membros da organização armada Montoneros, e para fazer isso foi autorizado a abandonar a sala onde ocorre o julgamento, em Córdoba, e subir ao nono piso do mesmo edifício. Há dois dias, em outra audiência, o ex-ditador havia dito ser alvo de “ameaças” e se sentir como “um preso político”.

Efe



Jorge Videla (E) e o general Luciano Benjamín Menéndez(D)acompanham  julgamento

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Para o secretário de Direitos Humanos da cidade argentina, Luis Baronetto, o ex-ditador está se “fazendo de vítima ao extremo do ridículo para evitar a responsabilidade nos crimes e destino dos desaparecidos”, estimados em 30 mil pessoas.

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As acusações de intimidação de Videla se referem às palavras do ex-montonero Guillermo Aguero, que declarou à imprensa que “não é o momento para as armas, o que não quer dizer que as armas não sejam um elemento de poder”. Outro ex-dirigente do grupo, Roberto Perdía, comentou que Mario “Firmenich [que liderou a organização] é uma figura respeitável”.

  

Baronetto, que foi sequestrado pela ditadura e estava presente na audiência de quarta-feira (16/9), esclareceu depois que esses pronunciamentos não foram mencionados quando ele estava no local, e que não concorda com eles porque reivindicar a luta armada é “um sério equívoco”.

  

Videla chefiou a junta militar que dissolveu o Congresso e deu início à repressão aos opositores em 1976, com a deposição de Isabelita Perón. Ele foi substituído no poder em 1981 por Roberto Viola. O ex-ditador é acusado, junto a outros ex-repressores, de executar 31 presos políticos em Córdoba.

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Videla protocola denúncia contra ex-Montoneros

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