Domingo, 26 de abril de 2026
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O vice-presidente argentino, Julio Cobos, foi denunciado penalmente ontem (19/4) por dois advogados do país, que o acusam de “abuso de autoridade” e “descumprimento de seus deveres de funcionário público”.

Os advogados Antonio Edgardo Liurgo e Darío Gustavo Liurgo [pai e filho] pedem ainda uma “perícia psiquiátrica e psicológica” e argumentam que Cobos tem ditado “resoluções ou ordens contrárias às constituições ou leis”.

Eleito vice-presidente ao lado de Cristina Kirchner, em 2007, Cobos deixou a base aliada e passou para a oposição nos últimos meses. Desde então, ele tem sido um dos principais personagens nos debates políticos ao confrontar o governo na função de líder do Senado, barrando a administração da presidente.

Cobos foi, por exemplo, quem derrubou em 2008 um projeto de lei do Executivo no Senado. Com direito ao voto de Minerva, ele vetou uma das mais importantes propostas da época, que visava aumentar os impostos das exportações do setor agropecuário.

O governo, por sua vez, nega que esteja promovendo uma campanha contra o vice, tirando-o assim da presidência do Senado. Mas não esconde sua insatisfação. “Cobos se transformou em líder da oposição”, opinou o ministro do Interior, Florencio Randazzo.

Porém, foram inevitáveis a especulação e insinuações da imprensa, já que antes da apresentação da denúncia, o chefe de Gabinete, Aníbal Fernández, advertiu que “qualquer um” poderia denunciá-lo, ratificando ainda a acusação de que Cobos “é um traidor”.

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Vice-presidente argentino é denunciado por abuso de autoridade e conduta imprópria

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