Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Partidários e opositores ao governo venezuelano marcham neste domingo (23/01) em Caracas para defender suas posições políticas no dia que marca o 53° aniversário da derrubada da ditadura de Marcos Pérez Jiménez (1952-1958).

Como a cada ano, milhares de pessoas saem às ruas para recordar o triunfo do movimento cívico-militar que depôs Pérez Jiménez, ainda que as motivações sejam bem diferentes em ambos os pólos políticos.

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Para o Partido Socialista Unido da Venezuela, a data representa a oportunidade de ratificar o apoio ao presidente Hugo Chávez e ao processo de soberania e inclusão social iniciado em 1999.

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“O povo sairá às ruas para acompanhar Chávez na defesa da soberania e da democracia, presente hoje mais que nunca graças à Revolução Bolivariana”, disse o dirigente socialista Darío Vivas durante uma das convocações à marcha.

De acordo com o deputado pela principal força política venezuelana, a mobilização sairá de cinco pontos da cidade até coincidir no Palácio de Miraflores, onde se espera uma intervenção de Chávez.

Há um paralelismo entre o papel jogado pelo povo na derrota da ditadura de Pérez Jiménez e seu papel protagônico nas transformações em curso, disse Vivas.

Por sua vez, porta-vozes de organizações opositoras chamaram uma concentração na avenida Francisco de Miranda para recusar medidas governamentais que consideram autoritárias, como algumas leis, as nacionalizações e a luta anti-latifúndios.

Nas últimas horas, dirigentes opositores convocaram uma atividade única, em lugar das múltiplas previstas pelos diferentes setores adversos ao executivo.

As marchas têm lugar em um contexto de alta polaridade política, cuja máxima expressão é a Assembléia Nacional.

Intensos debates caracterizaram as primeiras três semanas de sessões do Parlamento, depois de instalado a 5 de janeiro com 98 deputados da aliança revolucionária (97 socialistas e um comunista) e 67 opositores.

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Venezuelanos marcham para celebrar os 53 anos do fim da ditadura de Pérez Jiménez

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