Venezuela proíbe senadores chilenos de participar de eleições como observadores
Venezuela proíbe senadores chilenos de participar de eleições como observadores
O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela rejeitou nesta quinta-feira (15/7) o pedido do senado do Chile para enviar observadores para as eleições venezuelanas deste ano. O pedido, feito por meio de organizações internacionais, tem como objetivo zelar pela transparência das eleições que acontecerão no dia 26 de setembro.
De acordo com o jornal venezuelano El Universal, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, declarou que “as posições políticas contidas no acordo do senado da República do Chile inabilitam os parlamentares de participarem de forma imparcial, transparente e objetiva como acompanhantes internacionais eleitorais das próximas eleições”.
A participação dos observadores internacionais é um recurso aprovado pelo CNE para garantir transparência no processo eleitoral com a ajuda da ONU, OEA, da União Parlamentar Internacional e do Parlatino.
Para Lucena, porém, a transparência no processo eleitoral é competência primordialmente do Poder Eleitoral, que exerce a soberania do Estado venezuelano e, portanto, o Conselho “não permitirá que nenhum poder, comissão, parlamento ou agente político estrangeiro que constitua uma ameaça a soberania nacional participe deste controle”.
Protesto
Além disso, a presidente do CNE informou que o Ministério de Relações Exteriores enviará a “formalização de um protesto contra a solicitação para o governo chileno e para organizações internacionais”.
Porém, Lucena fez questão de ratificar que o convite de um grupo de organizações internacionais e personalidades eleitoras para acompanhar o próximo processo eleitoral ainda fazem parte do cronograma de atividades do CNE, já que garantir a transparência das eleições está entre os principais objetivos do Conselho.
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