Venezuela festeja bicentenário de independência e Cúpula da Alba
Venezuela festeja bicentenário de independência e Cúpula da Alba
Hoje (19/4) a Venezuela completa exatos 200 anos da independência da Espanha e a data será celebrada com um grande desfile cívico-militar em Caracas. O presidente Hugo Chávez liderará também uma reunião de cúpula com os líderes da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), que chegaram ontem à capital venezuelana para as celebrações.
Nesse domingo, falando da sede do Ministério das Relações Exteriores, Chávez leu uma compilação dos fatos mais importantes de 19 de abril de 1810. “O Bicentenário marca o início de uma nova era para a Venezuela, que levou à conquista definitiva da independência, possibilitando a construção da pátria socialista com o impulso da consciência e da vontade do povo”, disse.
David Fernández/Efe

O governo incentivou a pintura de símbolos sobre o bicentenário nas ruas de cidades venezuelanas
O presidente afirmou que a independência se deve também à “resistência indígena e dos negros e ao povo da Venezuela, que nunca desistiu”. Destacou o trabalho dos chamados “pardos”, que participaram do processo de estruturação do plano de independência, explicando que “estes soldados prenderam oficiais espanhóis e os levaram até o porto para expulsá-los do país” e em seguida propôs a criação de um monumento em homenagem a eles.
Chávez inaugura monumento ao bicentenário:
O chefe de Estado pediu a todos os venezuelanos para “alimentarem as chamas da pátria eterna, que comemora 200 anos desde aqueles acontecimentos e é preciso seguir celebrando, porque o 19 de abril não terminou, nem a revolução”, afirmou.
Ele disse em tom de alerta que “a contrarrevolução continua com a campanha de difamação contra o progresso do governo bolivariano, que há 11 anos se desenvolve com o apoio do povo venezuelano”.
Alba
Na opinião do presidente venezuelano, a coincidência da reunião da Alba e a comemoração patriótica “reflete a identidade de princípios que sustenta a independência e o processo de unidade regional”.
Outra coincidência foi apontada pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, que sublinhou o fato de a data do Bicentenário da Venezuela e da derrota da invasão à Baía dos Porcos pelos Estados Unidos em 1961 serem as mesmas.
“Estou extremamente feliz por estar na Venezuela, porque vamos celebrar três atividades importantes: os dois séculos de independência, a reunião da Alba e os 49 anos da vitória do povo cubano, sob a liderança de Fidel à frente do imperialista invasão mercenária “, disse Rául, segundo a rede VTV.
Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, de Cuba, Raúl Castro, da República Dominicana, Leonel Fernandez, do Equador, Rafael Correa, e de Antígua e Barbuda, Winston Baldwin Spencer, deliberarão em Caracas na tarde de hoje. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi convidada por Chávez a participar das discussões.
Independência
A revolução de 1810 foi um movimento popular ocorrido em Caracas, em 19 de abril, marco inicial da luta pela independência da Venezuela, na mesma época em que a chama da emancipação política se alastrava pela América do Sul — com mais intensidade nas colônias espanholas.
Os moradores da cidade recusaram-se a aceitar Vicente Emparán, governador indicado por Napoleão Bonaparte, que tinha invadido a Espanha e derrubado o rei Fernando VII, na esteira do impulso republicano e expansionista que se seguiu à Revolução Francesa (1789). Na Praça Maior (hoje Praça Bolívar), os representantes da aristocracia e da burguesia locais recusaram-se a reconhecer Emparán.
Inconformado com a postura da elite crioula, o espanhol foi até a janela da prefeitura e perguntou ao povo reunido se queria que ele continuasse no governo. A multidão gritou que “não”. Emparán decidiu então voltar para a Espanha. Com a assinatura do ato de 19 de abril de 1810, foi instituída uma junta de governo, que decidiu estabelecer juntas provinciais, liberar o comércio exterior e proibir o tráfico de escravos. Apenas três províncias decidiram manter-se leais ao governo espanhol: Maracaibo, Coro e Guayana. Mas a independência da Espanha só ocorreria oficialmente depois da Batalha de Carabobo, em 24 de junho de 1821
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