Venezuela exige devolução de bens pertencentes à embaixada nos Estados Unidos
Chancelaria venezuelana alertou que propriedades estão sendo 'invadidas e roubadas'; sede foi ocupada por funcionário de Guaidó
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Félix Plasencia, exigiu nesta quarta-feira (19/01) que bens diplomáticos e outros pertences da embaixada venezuelana nos Estados Unidos sejam devolvidos.
O chanceler venezuelano incitou o país norte-americano a “instruir” as autoridades responsáveis, “no respeito ao Estado de Direito da Venezuela”, para que sejam devolvidos aos venezuelanos os “bens diplomáticos e a sede diplomática, bem como a sede do consulado geral em Nova Iorque”.
Plasencia enfatizou que os pertences exigidos são obras de arte e documentos de propriedade do povo venezuelano e do governo de Nicolás Maduro.
O líder da diplomacia venezuelana pediu especialmente ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, pela devolução das propriedades que, segundo ele, estão sendo “ultrajadas, invadidas e roubadas”.
Além disso, a chancelaria pediu que a gestão de Joe Biden siga o exemplo do governo boliviano, já que, recentemente, as autoridades da Bolívia devolveram itens pertencentes à embaixada venezuelana em La Paz que haviam sido roubados por funcionários diplomáticos do opositor Juan Guaidó durante o autoproclamado governo de Jeanine Áñez, em 2019. O atual presidente da Bolívia, Luis Arce, recuperou diversos itens, como veículos, artigos domésticos, esculturas e obras de arte.

Cancillería Venezuela
Plasencia exige que as autoridades dos EUA sejam instruídasa devolver os bens diplomáticos da Venezuela
Relações diplomáticas estremecidas
Em janeiro de 2019, o então presidente dos Estados Unidos Donald Trump reconheceu o autoproclamado governo de Guaidó na Venezuela. Em resposta à ação norte-americana, Maduro anunciou o fechamento das embaixadas venezuelanas nos EUA e também ordenou a retirada de todos os funcionários diplomáticos da Venezuela no país.
Após a extensão do conflito em ambos os países, o prédio da embaixada da Venezuela em Washington foi ocupado por ativistas norte-americanos, autorizados por Caracas, para que defendessem a propriedade do governo legítimo venezuelano.
A ocupação sofreu repressões, prisões e corte de energia para afastar os ativistas. Além disso, Guaidó nomeou Carlos Vecchio como representante de seu governo autoproclamado para a embaixada venezuelana nos EUA.
Naquele momento, Vecchio já tinha todos os documentos necessários para que as autoridades norte-americanas fizessem a reintegração do prédio e assumiu o controle de três propriedades da diplomacia venezuelana no país – dois edifícios militares e o consulado em Nova Iorque.
(*) Com Telesur e Sputnik News.























