Domingo, 17 de maio de 2026
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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Félix Plasencia, exigiu nesta quarta-feira (19/01) que bens diplomáticos e outros pertences da embaixada venezuelana nos Estados Unidos sejam devolvidos. 

O chanceler venezuelano incitou o país norte-americano a “instruir” as autoridades responsáveis, “no respeito ao Estado de Direito da Venezuela”, para que sejam devolvidos aos venezuelanos os “bens diplomáticos e a sede diplomática, bem como a sede do consulado geral em Nova Iorque”.

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Plasencia enfatizou que os pertences exigidos são obras de arte e documentos de propriedade do povo venezuelano e do governo de Nicolás Maduro. 

O líder da diplomacia venezuelana pediu especialmente ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, pela devolução das propriedades que, segundo ele, estão sendo “ultrajadas, invadidas e roubadas”.

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Além disso, a chancelaria pediu que a gestão de Joe Biden siga o exemplo do governo boliviano, já que, recentemente, as autoridades da Bolívia devolveram itens pertencentes à embaixada venezuelana em La Paz que haviam sido roubados por funcionários diplomáticos do opositor Juan Guaidó durante o autoproclamado governo de Jeanine Áñez, em 2019. O atual presidente da Bolívia, Luis Arce, recuperou diversos itens, como veículos, artigos domésticos, esculturas e obras de arte.

Chancelaria venezuelana alertou que propriedades estão sendo 'invadidas e roubadas'; sede foi ocupada por funcionário de Guaidó

Cancillería Venezuela

Plasencia exige que as autoridades dos EUA sejam instruídasa devolver os bens diplomáticos da Venezuela

Relações diplomáticas estremecidas

Em janeiro de 2019, o então presidente dos Estados Unidos Donald Trump reconheceu o autoproclamado governo de Guaidó na Venezuela. Em resposta à ação norte-americana, Maduro anunciou o fechamento das embaixadas venezuelanas nos EUA e também ordenou a retirada de todos os funcionários diplomáticos da Venezuela no país.

Após a extensão do conflito em ambos os países, o prédio da embaixada da Venezuela em Washington foi ocupado por ativistas norte-americanos, autorizados por Caracas, para que defendessem a propriedade do governo legítimo venezuelano. 

A ocupação sofreu repressões, prisões e corte de energia para afastar os ativistas. Além disso, Guaidó nomeou Carlos Vecchio como representante de seu governo autoproclamado para a embaixada venezuelana nos EUA.

Naquele momento, Vecchio já tinha todos os documentos necessários para que as autoridades norte-americanas fizessem a reintegração do prédio e assumiu o controle de três propriedades da diplomacia venezuelana no país – dois edifícios militares e o consulado em Nova Iorque. 

(*) Com Telesur e Sputnik News.