Venezuela está em estado de emergência elétrica desde o início de fevereiro
Venezuela está em estado de emergência elétrica desde o início de fevereiro
Desde o começo do mês, o governo da Venezuela decretou estado de emergência elétrica em todo o país, medida que permite ao Executivo dispor de recursos para a compra de energia elétrica tanto dentro como fora do país sem a necessidade de trâmites de licitação. Enquanto o estado culpa as secas – provocadas pelo fenômeno climático El Nino – pela crise energética, a oposição aponta falhas na infraestrutura e a falta de investimentos.
O governo promete injetar pelo menos quatro bilhões de dólares no setor elétrico com o objetivo de incrementar pelo menos quatro mil megawats ao sistema de eletricidade neste ano, dando maior peso na construção de termoelétricas. A ideia é aumentar a capacidade instalada da Venezuela para quase 28 gigawatts, em comparação aos cerca de 24 gigawatts do início de 2009. Muito dessa capacidade viria de complexos que gerariam energia a partir do petróleo e de termoelétricas que utilizam gás.
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Apenas um quarto da eletricidade da Venezuela, um país rico em petróleo, é derivada deste produto ou de termoelétricas a gás. Mais de 70% da eletricidade vem das hidrelétricas.
Considerada como uma das piores secas das três últimas décadas, a represa que abastece a hidrelétrica do El Guri, responsável por 70% da geração de energia do país, perde diariamente 13 centímetros de água.
Desperdício
A crise levou o governo a endurecer a aplicação do plano de racionamento, anunciado no início do mês, que estabelece multas de entre 100% a 200% no valor da conta para os venezuelanos que não economizarem energia.
Quem não reduzir o consumo em pelo menos 10% será multado, com base numa taxa calculada sobre uma média de faturas anteriores, variando a porcentagem de 75 a 200. Já aqueles que diminuírem o consumo entre 10% e 20% terão desconto de 25%. Se reduzirem mais de 20%, o desconto será de 50%.
Segundo dados oficiais, a demanda por energia elétrica na Venezuela, que cresce anualmente entre 6% e 8%, supera em 1.000 mw a geração diária, que gira em torno dos 16.200 mw.
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