Venezuela espera reduzir em até 40% as importações após desvalorização do bolívar
Venezuela espera reduzir em até 40% as importações após desvalorização do bolívar
O governo venezuelano espera reduzir em até 40% as importações após a desvalorização do bolívar e prevê com isso um estímulo à economia interna, afirmou o ministro do Planejamento, Jorge Giordani.
“O setor privado tem uma oportunidade de ouro para criar e ter uma economia interna mais forte”, disse Giordani em entrevista ao canal oficial VTV. Questionado sobre quanto o governo espera de redução das importações, ele respondeu: “Entre 30 e 40%”.
O governo do presidente Hugo Chávez anunciou na última sexta-feira a desvalorização da moeda nacional, que tinha cotação fixa de 2,15 por dólar desde 2005. A Venezuela, que depende de importações para boa parte de seu abastecimento, tem agora duas cotações oficiais para a moeda norte-americana: 2,60 para produtos de primeira necessidade, remessas e importações do setor público, e 4,30 para os demais produtos e para a venda dos dólares obtidos com o petróleo.
EFE/David Fernández
Supermercado fechado em Caracas, onde houve corrida às lojas
Diante da correria às lojas de produtos importados, Chávez afirmou à população que o reajuste no preço do dólar não influenciaria nos valores das mercadorias e pediu aos comerciantes que não remarcassem os preços.
Oposição
Para a oposição, a desvalorização do bolívar prejudicará a economia venezuelana. No sábado, o partido opositor Primeiro Justiça (PJ) emitiu um comunicado onde contestou a desvalorização da moeda e o novo cambio duplo, considerando-o um “um golpe no estômago dos venezuelanos”.
Júlio Borges, porta-voz do PJ, acusou o governo de dar “pontapés no setor privado” há 11 anos e de procurar obter “mais bolívares para continuar com os os favores a outros países, a compra de brinquedos militares e manter a imensa ineficiência e corrupção”.
Noel Álvarez, presidente da Fedecámaras – organização empresarial conhecida por ser contra Chávez – disse que a medida provocaria um aumento da inflação e levaria o país a uma recessão econômica ainda maior que a atual.
“O ajuste deve ser visto no contexto gerado pelo modelo econômico que serve de base para o governo nos últimos anos, segundo o qual prevalece o critério de gerar crescimento com base em um importante gasto fiscal, e em função da volatilidade dos preços do petróleo”, disse Álvarez a uma rádio local.
“São pessoas da oposição nascidas na Venezuela, mas que não têm coração venezuelano. São apátridas e andam incomodadas desde o anúncio da medida”, respondeu Chávez.
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