Sábado, 2 de maio de 2026
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O Ministério Público venezuelano emitiu na quinta-feira (05/10) um mandado de prisão contra o ex-líder da oposição Juan Guaidó, que vive exilado nos Estados Unidos. Guaidó é acusado oficialmente de vários crimes, incluindo lavagem de dinheiro, traição, usurpação de função, desvio de títulos e bens públicos.

O procurador-geral Tarek William Saab alegou que “Guaidó utilizou recursos da PDVSA (a petrolífera estatal), acrescentando que se baseou em “revelações” fornecidas à imprensa “por um tribunal federal dos Estados Unidos”.

Citando documentos do tribunal de Delaware, nos EUA, Saab explicou que Guaidó usou recursos da petrolífera estatal PSDVSA em proveito próprio e “obrigou” uma filial da empresa a aceitar termos de refinanciamento que causaram “perdas à nação de 19 bilhões de dólares”, o que “resultou na perda quase definitiva da Citgo”, empresa petrolífera venezuelana nos EUA.

Na condição de líder da Assembleia Nacional, Guaidó presidiu um “governo interino” da Venezuela, reconhecido pelos Estados Unidos e Alemanha, entre outros países. Sem obter sucesso em depor a gestão de Maduro, o governo interino de Guaidó foi dissolvido em dezembro, por decisão da maioria dos partidos da oposição, que o apoiavam. Em abril de 2023, ele foi deportado da Colômbia para os Estados Unidos.

Ex-líder da oposição é acusado de traição e lavagem e desvio de dinheiro; Procuradoria do país também vai solicitar alerta vermelho da Interpol para capturar político

Reprodução

Segundo governo venezuelano, Guaidó utilizou recursos da petrolífera estatal PSDVSA em proveito próprio

Autoridades acionam Interpol por prisão

O governo venezuelano afirma ter 27 investigações diferentes em curso sobre Guaidó, mas esta é a primeira vez que solicita a sua prisão.

Em declarações a jornalistas, Saab afirmou que procuradores solicitarão “um Aviso Vermelho à Interpol para que ele pague por seus crimes”. também apontou que Guaidó “Usando a figura de um governo fictício, causou prejuízos ao Estado venezuelano”.

Na mesma quinta-feira , Guaidó recorreu às redes sociais para denunciar uma “perseguição física e moral” da oposição.

“O regime ataca novamente, com uma de suas armas favoritas, o sequestro da justiça”, disse Guaidó.