Sábado, 16 de maio de 2026
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Em mais uma manifestação de repúdio `à decisão dos Estados Unidos em excluírem Cuba, Nicarágua e Venezuela da Cúpula das Américas, realizada em Los Angeles entre os dias 6 e 10 de junho, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira (06/06) que a posição do país norte-americano é “discriminatória”. 

“O que o governo dos Estados Unidos promove é um ato de discriminação”, declarou Maduro, destacando a necessidade de um novo órgão onde todos os países da América participem sem exclusão.

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O mandatário venezuelano ainda elogiou o posicionamento do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em não comparecer ao evento como “forma de protesto” à exclusão dos países vizinhos.

“Expressamos nossa admiração pelo presidente López Obrador e todo o apoio à mensagem que ele enviou nas últimas semanas para que a discriminação, as sanções e os bloqueios contra a Venezuela sejam abandonados”, disse Maduro.

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López Obrador chegou a insistir com Washington para que o país garantisse a inclusão de todos as nações americanas no encontro, algo que não se concretizou.

O presidente venezuelano ainda declarou que “infelizmente” o próprio governo dos Estados Unidos “fez a Cúpula fracassar”, afirmando que a agenda do encontro regional não representa “assuntos de interesse e prioridade” dos países das Américas.

Por sua vez, Maduro também convidou o presidente da Argentina, Alberto Fernández, a convocar, por meio da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), uma nova reunião entre todos os países da América Latina com uma agenda de “temas prioritários”. 

Nicolás Maduro sugeriu nova reunião entre todos os países da América Latina e agradeceu solidariedade de mandatário mexicano

Wikicommons

Presidente venezuelano ainda declarou que “infelizmente” o próprio governo dos Estados Unidos “fez a Cúpula fracassar”

“Exclusão antidemocrática”

O governo cubano também se pronunciou sobre a exclusão promovida pelos Estados Unidos e considerou que “não existem justificativas” para tal “exclusão antidemocrática” .

Segundo comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, Washington “abusou de seu privilégio como país anfitrião” ao restringir a participação dos países latino-americanos no evento. “O governo de Joe Biden recusou-se a atender às justas demandas de diversos governos para mudar essa posição discriminatória e inaceitável”, completou a nota.

No início de maio, os Estados Unidos anunciaram que não convidariam os governos de Cuba, Nicarágua e Venezuela para a Cúpula das Américas por serem países que “não respeitam a democracia”.

Desde então, além do México, outros países se manifestaram contra a posição excludente do governo norte-americano dos EUA, como Bolívia, Honduras, São Vicente e Granadinas; bem como o Grupo Puebla e a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP).

Desde o lançamento do encontro regional, em 1994, esta é a primeira vez que os Estados Unidos sediam o evento, que acontece até 10 de junho em Los Angeles. A última Cúpula aconteceu em 2018, no Peru, e não contou com a presença do então presidente norte-americano, Donald Trump. 

(*) Com Telesur